Boas vindas

O objetivo principal deste blog é edificar vidas.

Os artigos e informações aqui contidas visam tão somente tornar as pessoas mais conscientes de si; seguras na busca do entendimento sobre o mundo, os fatos, as pessoas; acreditem mais na construção de um mundo melhor e na beleza da criatura humana. Bom proveito !

Google Translator

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

A forte relação entre estudo e projeto pessoal

Vibrei muito, muito mesmo, quando uma jovem mãe, pós-graduada, trabalhando dois expedientes, expos a sua experiência ao administrar, a relação, às vezes tensa, com o filho de 16 anos, no tocante ao equilíbrio entre estudo, namoro, diversão, sono, malhação, alimentação, vida espiritual e o sonhado projeto de vida. O que presenciei passo agora para os queridos leitores. O filho, inteligente, sociável, obediente, mas logo após os 12 anos veio o encanto com a vida e começou a relaxar nos estudos, pois as demais atividades eram bem mais empolgantes. Apesar do constante diálogo com o filho, as notas da escola foram baixando. No princípio, só em algumas matérias. Depois em mais outras, e ultimamente em quase todas. Ela, a mãe, já tinha utilizado todo tipo de argumento, mas as notas continuavam baixas. Quando chegou o boletim da 2ª. etapa estava um horror! Ai teve a ideia, após muita reflexão e oração, de chamá-lo e, em vez de analisar as notas, sugerir que ele, por um período de dois dias, refletisse e explicasse para ela a relação entre as notas obtidas e a realização de seu projeto de vida, que era “fazer o vestibular para o curso de Direito na USP, estudar lá por um ano, trabalhar e juntar dinheiro para passar um ano nos Estados Unidos, retornando para concluir o curso na USP e, após concluir, vir exercer a advocacia em Fortaleza, sabendo que teria boas oportunidades, por ter feito o curso em São Paulo e morado no exterior”. Esse diálogo foi com seriedade e respeito ao filho e aos seus projetos. Nada de “bronca” ou ironia e nem de ameaça desafiadora. Pelo contrário, reafirmou o amor e a confiança que tinha nele. Passados os dois dias, já era domingo à tarde, tiveram uma conversa muito proveitosa. Ele entendeu a forte relação entre o ser hoje e a realização do projeto de vida. Daí para frente, a mudança foi racional. Com serenidade, foi sincronizando a rotina com o ideal de vida. Falou isso com os colegas e amigas, para eles entenderem a negação de algumas saídas. Agora está mais consciente da necessidade de lutar por um propósito maior. Ele entendeu que para o seu grande projeto, tinha de estudar muito, muito; para um projeto médio, tinha de estudar muito; para um projeto pequeno, tinha de estudar normal. Com isso, vi a grande importância de vivermos ensinar aos nossos filhos o paralelo entre projeto e estudo.


José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

Acredito no Brasil, ainda que


No momento em que o povo brasileiro está, em sua quase totalidade, decepcionado e revoltado com a forte incidência de práticas constantes de corrupção, em todas as esferas e segmentos sociais, inclusive entre as pessoas que conhecemos ou até mesmo convivemos, é necessário que haja um esforço, mesmo que espinhoso, para não perdermos a esperança de dias melhores, composta de pessoas corretas, leais, íntegras e transparentes. Mesmo que a caminhada em busca da vitória demonstre ser difícil é bom não se esquecer que ao se perder uma batalha, não significa que perderemos a guerra, como do mesmo modo, quem ganhou uma batalha não deve pensar que ganhou a guerra.
A existência é mais do que um perder ou ganhar. A vitória não é de quem ganha e, sim, de quem não perde a esperança. Ganhar e não ter esperança é pior do que perder e continuar confiante.
Para ter dias melhores é necessário não perder as esperanças. É preciso acreditar. É importante ir em frente. O Brasil necessita, mais do que nunca, que os seus filhos não percam a esperança de mudar esse quadro de corrupção para um cenário limpo, puro e belo, pois com certeza esse é o desejo de milhões e milhões de Brasileiros.
Nada melhor, nesse momento, do que se posicionar como o profeta Habacuque se posicionou numa época em que poucos acreditavam na existência de Deus:
“Ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto nas vides; ainda que falhe o produto da oliveira e ainda que o rebanho seja exterminado da malhada e nos currais não haja gado; todavia eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação.”
Pelo amor às gerações mais novas e às futuras gerações, acreditemos nesse imenso país, ainda que...

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

sábado, 3 de dezembro de 2011

Conhecendo pelos gastos


Existem várias maneiras de se conhecer as pessoas. Dizem que até pelo andar é possível se perceber um pouco da personalidade de cada um. Também, através da letra pode-se conhecer muito da vida de uma pessoa. O conhecimento humano evoluiu bastante nesse sentido. E mesmo assim cada vez conhecemos menos uns aos outros. Entretanto, uma das maneiras de conhecermos uma pessoa é através do modo como gasta ou aplica o seu dinheiro. Pelo caminho das despesas podemos conhecê-la, mesmo sem nunca tê-la visto. O modo como administramos o nosso dinheiro diz muito do que pensamos ou queremos. Ele denuncia o nosso modo de ser. É através dele que, retratamos o nosso mundo interior. Diz a Bíblia que onde estiver o nosso tesouro aí estará o nosso coração. Prova evidente da nossa inclinação é o modo como gastamos o dinheiro que ganhamos ou possuímos.
Daí a necessidade de analisarmos como gastamos o nosso dinheiro. É possível que venhamos a nos conhecer melhor e tirarmos conclusões preciosas sobre nossa vida. Se gastamos muito com determinada coisa e quase nada com outras, é possível que isso venha denunciar as nossas preferências ou, até mesmo o exagero, às vezes em detrimento das outras coisas bem mais importantes. Se este gasto exagerado é com produto de beleza, demonstramos que somos pessoas que primam pela aparência e que somos possuidores de certa vaidade. Até aí tudo bem. Mas, se em contra partida não gastamos nada com uma pessoa em crise, então revelamos que somos insensíveis ao sofrimento humano e portadores de uma boa dosagem de egoísmo. Se as nossas despesas de casal com o lazer são elevadas e quase nada gastamos com os divertimentos das crianças, mostramos que somos um casal de mais curtição entre si, do que com os filhos. O inverso também não é bom. Gastar muito com os filhos e quase nada como casal, tira a beleza e ó equilíbrio da vida a dois.
Como se percebe, uma das maneiras de conhecermos a nós próprios é analisando o que, quanto e com quem gastamos o nosso dinheiro. Também para conhecermos bem uma pessoa, mesmo não convivendo com ela, basta que analisemos como gasta o seu dinheiro. Ai, com certeza, descobriremos um mundo fantástico de valores, filosofia e estilo de vida.
Todavia, esse assunto é de foro muito íntimo. Não podemos analisar facilmente os gastos de uma pessoa. Afinal o dinheiro é dela e ninguém deve julgar o seu uso. Uma coisa, entretanto, podemos fazer. É analisarmos os nossos gastos e meditarmos sobre o porquê e a proporção de cada um. E isso deve ser feito com equilíbrio e muita honestidade. Só assim poderemos tirar lições preciosas para as nossas vidas
Nunca devemos nos esquecer que pelos gastos podemos conhecer uma pessoa, pois eles transmitem o estilo e os princípios da vida de cada um.



José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Um pedido diferente


Chegou o mês de dezembro. Termina mais um ano. O ano anterior está indo embora, com todas as suas frustrações, decepções, cansaços ou mesmo vibrações, alegrias e disposições. Bom para uns, ótimo para outros e péssimo para muitos. O fato é que logo mais, o ano que se finda, já não mais existe. Passará a ser apenas história, recordação. Se alguma coisa durante este ano não deu certo ou grave erro cometemos, não tem como retornar e corrigir. O tempo não volta, é implacavelmente dinâmico. As falhas ou omissões nele ocorridas só podem ser reparadas no próximo tempo. Daí porque a vida é sempre uma oportunidade. Apesar do tempo não voltar, sempre surge um novo tempo.
Assim, o iniciar de um novo ano é sempre uma esperança, pois nele temos uma nova oportunidade para realizarmos aquilo que no ano anterior não conseguimos. O iniciar de um ano é sempre o renascer de uma esperança. Daí porque sempre no limiar do ano novo costumamos ter propósitos novos, ou renovados, e aproveitamos as expectativas para fazer pedidos. Pedidos de proteção à saúde, de oportunidade de novo emprego, de êxito nos empreendimentos, de acertos no relacionamento amoroso, de equilíbrio na vida interior, de realização na vida emocional.
Por outro lado, também nos preocupamos com o destino da sociedade brasileira. Ela precisa  consolidar o seu caminho e isso não é fácil. Acredito que cada um de nós tem sempre o desejo de presentear nosso país com uma vida melhor. É isso que a nova geração aguarda ansiosamente. Antes, nós duvidávamos que isso acontecesse. Tratava-se apenas de um sonho, de uma esperança de que isso viesse acontecer logo. Havia uma oscilação muito grande, uma verdadeira mistura de esperança com descrença, ora prevalecendo um, ora outro.
É justo que aproveitemos o início do novo ano para pensar e repensar sobre nós, sobre os nossos e sobre a sociedade brasileira. E nessa sociedade brasileira estão incluídos não só os problemas nacionais, mas acima de tudo os problemas do nosso bairro, da nossa cidade, do nosso Estado e da nossa Região. Também está incluída em nossa sociedade a preocupação com os países do Sul da América, com os países devedores, com os países da América Latina, com a crise dos países considerados até então inabaláveis, com a instabilidade da da zona do euro e com as transformações e turbulências do mundo Árabe
Toda essa preocupação é correta e muito necessária. Porém, a maior delas deve ser com a nossa própria pessoa. Não no sentido do prevalecimento do ego, mas, no sentido de nos encontrarmos, de nos organizarmos no mundo interior para nos tomarmos saudáveis, fortes e preparados para ajudar outros. Nesse sentido, quando estamos bem, temos condições de ajudar ao próximo. Daí porque a nossa preocupação deve ser com os outros, mas sem esquecer que se não estivermos bem, nada ou quase nada podemos fazer pelos demais. É esse o critério utilizado pela tripulação de uma aeronave, quando fornece orientação a os passageiros, em caso de faltar oxigênio: “coloque a máscara primeiro em você e só depois na criança”. É que, se não estivermos saudáveis, dificilmente podemos socorrer alguém.
Cabe, portanto, agora, no momento em que termina um ano e outro se inicia, fazermos propósitos com relação a todos os ângulos da nossa vida, não se esquecendo de pedir a Deus que nos ajude em todos os momentos, principalmente naqueles que mais vão exigir de nós e  nos  proporcionar um crescimento como pessoa. É crescendo como pessoa que podemos ajudar o nosso próximo e o mundo em que vivemos.
A nossa prece nesse início de ano deve ser diferente das que costumeiramente são feitas. Deve ser direcionada a conseguir um crescimento como pessoa na condição de criatura feita à imagem e semelhança de Deus.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Pensar, falar e escrever

Como é gostoso pensar. PENSAR é bom, faz um bem enorme e, além disso, nos organiza por dentro. Pensando, a gente define a vida, identifica o porquê das coisas. Às vezes, é pensando que se descobre, que nos conhecemos. Apenas é preciso saber aproveitar bem o pensamento, porque senão perde o sentido, fica sem proveito.
Entretanto, só pensar não resolve. É necessário expressar o pensamento, caso contrário, ele não tem valor. É egoísmo pensar e não FALAR. Às vezes, é falando que se ajuda a alguém. O silêncio pode trazer a omissão e a omissão é falta muito grave. Cada um deve falar para expor o que está dentro de si. É necessário apenas todo o cuidado na definição do que e quando falar, bem como ter cuidado para ser, na maioria das vezes, só sobre coisas boas, que venha construir algo. Nada de falar para ofender ou destruir.
ESCREVER, porém, exige um pouco mais da gente. Expor pensamentos no papel não é fácil; por isso, poucos são os que se dedicam a escrever. Quando tem de dizer alguma coisa preferem fazê-lo verbalmente. Na verdade PENSAR é bom, FALAR o que pensamos é importante, mas bom mesmo e muito mais importante é ESCREVER o que pensamos. O escrito não se acaba, permanece. O que escrevemos não fica limitado ao momento que escrevemos todo tempo pode ser aproveitado. Escrever é bom porque rompe barreira, encurta distância, penetra em lugares onde nunca acreditávamos que um dia chegaríamos. E acima de tudo ,o que escrevemos fica para posteridade.
Assim devemos PENSAR e pensar muito, porque pensar é bom e faz bem a gente. Não devemos parar de falar porque é necessário usar a voz para expor os pensamentos. Devemos criar o hábito, em qualquer que seja a idade, de ESCREVER aquilo que pensamos. Fazendo tudo isso, seremos úteis a NÓS mesmos, porque nos entenderemos cada vez mais;  ao PRÓXIMO, porque dividiremos com ele as experiências ; agradável a DEUS, porque estaremos ajudando a criatura humana a ser feliz, que é o grande desejo Dele.  Vamos continuar pensando, falando e escrevendo. Entendi isso há anos e foi por isso e para isso que “nasceu” esse Blog.

                                                                                                          05/08/1978

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com


quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Desfrutar


O brasileiro é complacente quando analisa outro país, mas extremamente rigoroso quando avalia seu próprio torrão natal. Essa atitude tem um lado bom. Faz o país se aperfeiçoar. Tem também um lado ruim.Cria um clima de reprovação e descrença, afetando sobremaneira a auto-estima do cidadão.
Depois de praticamente universalizar a educação, que era o grande desafio, a qualidade do ensino passou a ser o novo anseio da sociedade. Para atingir esse novo alvo, surge então um Plano que: ultrapassa o período de um governo (l5 anos);aperfeiçoa a avaliação de desempenho;cria metas com instrumentos de mensuração;prestigia o mérito;aumenta o piso salarial dos professores;amplia a jornada escolar;exalta o planejamento;contempla outros aspectos fundamentais para uma educação de qualidade.Houve um avanço. O Plano agora existe.Vamos, pois, comemorar alegremente e desfrutar das delicias do nosso amadurecimento.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Buscai e achareis


E bem possível que, às vezes, quem busque não ache, bem como quem ache nem sempre esteja buscando. Mas isto só raramente. De um modo geral, na verdade, só acha quem procura, pois só procurando é que se acha. Essa é a regra geral. E é sobre ela que agora escrevo.
Existe a paz. Ela está em algum lugar. Devemos buscá-la. Com certeza achá-la-emos. Quem sabe se ela não está dentro de nós? Pode não ser fácil achá-la. Mas não é impossível descobri-la. Quem a procurar, com afinco e determinação, claro que achará.
A educação é necessária, é fundamental. Deve estar presente em todas as instituições: escola, igreja, família e sociedade. Ela às vezes fácil; às vezes, difícil; às vezes, real; às vezes, ideal; às vezes, verdadeira; às vezes, falsa.  Aquele que se propões a ser um educador deve, diuturnamente, buscar a verdadeira educação, o ideal pedagógico, não importando se seja fácil ou difícil achá-la.
             E em estando na busca constante, dessa educação, com certeza estaremos também bem perto de encontrá-la. Só não a encontraremos em definitivo porque o alvo é tão dinâmico que sempre é alterado quando encontrado. Devemos proceder conforme disse o Grande Mestre, Jesus Cristo, aos seus discípulos: “quem busca, encontra; quem bate, abre; a quem pede, será dado”. Estamos em busca da paz, da verdadeira educação, da escola ideal, útil, fiel ao aluno, à família, à sociedade, ao país.
Acredite no que o Mestre ensinou aos seus discípulos. Quem busca, encontra!


José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Um cisne diferente

Em uma solenidade, fiquei muito impressionado com um orador, Paraninfo da Turma de Doutores do ABC, quando, ao iniciar o discurso, cumprimentou primeiro as crianças que estavam se formando e, só depois, cumprimentou as demais “autoridades” que estavam compondo a mesa e presentes no recinto. A justificativa foi mais bela ainda: os mais importantes naquele momento são vocês, os Doutores do ABC. Com isso, senti logo que ele era uma pessoa diferente, criativa e corajosa. Quando concluiu o discurso, não tive dúvida, ele era realmente uma pessoa diferente. Constate, você mesmo, lendo o discurso a seguir transcrito, o grande incentivo e uma forte dose de coragem que o texto traz, ajudando-nos a sermos pessoas diferentes, “donas do próprio destino, capitã da própria alma”, termo muito utilizado por Nelson Mandela. Algo tão  maravilhoso, só pode ser escrito por quem  verdadeiramente é e sabe ser diferente.
“Desejo nesta ocasião contar para vocês uma história que ouvi do meu filho de 11 anos. Trata—se da história de uma ave chamada cisne, mas UM CISNE DIFERENTE. Ele era ao mesmo tempo uma ave e uma idéia. Como ave, vivia na lagoa de Maraponga, em Fortaleza-Ce/Brasil. Pois como vocês sabem, os cisnes gostam de viver na água e adoram as margens das lagoas. Como idéia, morava no coração e percorreria vários lugares.
Um dia ele viu que todos os cisnes eram iguais. O que mudava neles era a cor. Mesmo assim, não havia muita variedade. Uns eram brancos com o bico alaranjado; outros brancos com o bico amarelo e outros brancos com o pescoço preto. E ele não queria ser igual a nenhum deles. Desejava continuar sendo cisne, mas um cisne diferente. Pensou em andar e nadar de cabeça para baixo, mas viu que não dava certo: chamava muita atenção e ainda atrapalhava tudo. Pensou em voar só com uma asa, mas notou que rodava, rodava e não saía do local. Pensou em ter um pescoço mais curto, e viu que não tinha jeito. Pensou muitas outras coisas, mas nada dava certo. At que um dia resolveu mudar a cor. Seria um cisne azul. Todavia, ele não desejava se pintar, queria ser transformado normalmente em azul. Queria ser diferente, mas partindo de dentro para fora. Foi pensando assim que passou a viver diferente dos outros. Procurava ser o mais agradável possível. Era útil a todos. Ajudava aos mais fracos, sem se cansar. Amava muito e evitava odiar. Não reclamava e nem xingava. Todos foram notando a sua mudança interior. Ele percebeu que já era um cisne diferente, mas continuava branco. Até que um dia ele sonhou que era azul. Deus havia atendido ao seu desejo de ser azul, como prêmio por ser um cisne de coração diferente. Eis que quando se acordou, o sonho tornara uma realidade, ele era realmente azul. Um lindo e suave azul. O cisne agora estava feliz porque era diferente por dentro e por fora.
Como idéia o cisne era uma escola também diferente, porque não era igual às outras, era uma escola azul.
Vocês também agora são diferentes. Antes não sabiam ler e nem escrever. Hoje já sabem ler jornais, revistas, livros, recados e bilhetes. Também já escrevem tudo o que desejam. Resta agora vocês usarem o que aprenderam, ajudando as pessoas serem mais felizes, o mundo a ser melhor e o Brasil a vencer suas dificuldades. Ninguém deve aprender só para si. Aprendemos para ajudar o próximo. É aí onde está o sentido do aprendizado. Fazendo assim vocês serão doutores do ABC diferentes. Vocês darão tranquilidade às pessoas, vocês serão azuis”.




José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com 

domingo, 27 de novembro de 2011

Crer ou não crer, eis a questão


Devemos crer em milagres, mas não esperar por eles. No entanto, devemos acreditar na capacidade humana de vencer obstáculos. Essa capacidade é uma dádiva divina que pode ser considerada superior ao próprio milagre. Todavia, há ocasião, sem dúvida alguma, que só um milagre resolve. Faz parte da pequenez do homem em relação à grandeza de Deus. Devemos acreditar no milagre e até solicitá-lo a Deus. Não devemos, entretanto, é esperar sempre por milagre. Devemos, sim, ultrapassar obstáculos. Aí reside a capacidade criadora do homem. Ele cria situações alternativas, descobre saída antes existente, mas não percebida. Somos seres eminentemente criativos. O criador assim nos fez.
Há décadas atrás, estávamos vivendo mergulhados numa grande crise. A situação não estava boa. O período era de dificuldades para todos os brasileiros, principalmente para nós educadores desse imenso país. E foi nessa ocasião que precisávamos acreditar na nossa capacidade de superar crises. A nossa responsabilidade era muito grande perante todos, principalmente perante nós mesmos. Precisávamos mostrar a nós mesmos que existia uma saída para a crise. Essa crise não era a primeira que enfrentávamos e nem seria a última. Mais do que ontem, já podíamos nos considerar bastante  experientes. Juntamos à nossa capacidade de superar obstáculos e à nossa experiência, o nosso ideal de educador. Então, percebemos que não havia possibilidade da crise ser superior à nossa força. Acreditamos que existia uma saída para a crise e que acharíamos essa saída. Foi o que aconteceu e enfrentamos bem a crise. Com ela aprendemos muito. O Brasil hoje é um pais bem melhor!
Sempre que você se ver mergulhado numa crise, não se deixe abater por ela. Pelo contrário, enfrente-a com determinação. Acredite no seu potencial criativo e parta em busca de solução. Se você não acreditar, com certeza ficará apenas na lamentação. E isso não lhe levará a lugar nenhum. Cada um deve se posicionar como achar melhor. O resultado dependerá de acreditar ou não. Crer ou não crer, eis a questão fundamental, cuja correta e corajosa resposta definirá se seremos vitoriosos ou fracassados.


José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com 

sábado, 26 de novembro de 2011

Os melhores presentes


Receber presente é uma emoção muito forte. Produz uma sensação agradável. Trata-se de algo mágico, que ocorre, simultaneamente e com a mesma intensidade, tanto em quem recebe, como em quem dá. Eis a grande importância de um presente. Mas, essa emoção pode durar muito, como durar pouco; ter a capacidade de ser grandemente útil, mas pode não ter essa capacidade; é possível que traga benefícios, mas pode, ao contrário, ser prejudicial. Portanto, todo cuidado é pouco ao definir o presente a ser dado. Também, é necessário pensar bem como utilizar o presente recebido. Isso faz uma grande diferença no resultado do presente dado ou recebido. Esse comentário tem o propósito de provocar uma reflexão sobre o que “presenteamos” aos nossos alunos em sala de aula, durante os diálogos que ocorrem do dia a dia da escola e aos nossos filhos na convivência diária, nos momentos íntimos de análise e orientação de vida. Os presentes materiais são bons e devem existir sempre. Porém, os presentes abstratos, são mais preciosos e duradouros. Edificam para sempre. Mesmo que seus efeitos não sejam de imediato, são permanentemente compensadores. Santos Dumont presenteou à humanidade com a invenção do avião, mas morreu bastante decepcionado com o seu uso em guerra. Esse mesmo invento tornou-se indispensável para transportar pessoas, para salvar vidas. Apesar do inventor não presenciar, o avião tornou-se uma bênção para a humanidade. Devemos ser incansáveis na preparação dos nossos filhos ou alunos para a vida, presenteando eles com boas aulas, grandes ensinamentos, excelentes orientações, perfeitos exemplos de vida e uma salutar convivência. Esses são os melhores presentes.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com