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Os artigos e informações aqui contidas visam tão somente tornar as pessoas mais conscientes de si; seguras na busca do entendimento sobre o mundo, os fatos, as pessoas; acreditem mais na construção de um mundo melhor e na beleza da criatura humana. Bom proveito !

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domingo, 20 de outubro de 2013

A voz da consciência

Esse tema sempre me fascinou. Gosto muito de procurar entender o meu interior. Nessa caminhada sempre chego a conclusões maravilhosas. Quando li o artigo abaixo, fiquei encantado. Apressei-me em repassar para os amigos. Foi publicado no Jornal O Povo de hoje, dia 20/10/2013, na página 28, muito bem escrito por Edilson Santana, Promotor de Justiça. Curta bem. Servirá de uma bela reflexão.

            Inspirando-se em Platão, no livro dois de A República, conta-se que Herbert pôs o anel de Giges no dedo e foi imediatamente surpreendido pelo que viu: nada. Tornou-se invisível. Tendo acostumado-se a ocultabilidade, começou a questionar o que deveria fazer. Logo veio a ideia de entrar em vestiários de mulheres, cometer pequenos furtos, desatinos, induzir pessoas ao erro e à infelicidade. Porém, pretendia resistir a tais impulsos, tentando imaginar o que faria de bom. No entanto, era mais tentador praticar o mal. Nesse estado, perguntava-se quanto tempo conseguiria resistir a tirar vantagens de sua invisibilidade. A qualquer momento poderia falhar. Um instante de fraqueza e lá estaria ele praticando atos imorais, espiando mulheres peladas, roubando etc. Quem, no caso dele, teria forças para resistir?
Aduz a história que a moral é constituída de proibições feitas a si mesmo, independentemente de qualquer recompensa ou sanção. Com efeito, a ocultação não autoriza ninguém a exercer a vingança, debochar dos mais fracos, praticar atos obscenos ou libidinosos, caluniar, torturar e até assassinar. A imperceptibilidade não isenta da culpa. O homem está obrigado a submeter-se às regras de moralidade universalmente válidas e exigíveis, respeitando a humanidade em si e no outro.
A lei moral é a que o indivíduo prescreve a si mesmo de forma livre e autônoma e a cumpre voluntariamente, mesmo estando sozinho. O anel de Giges é o meio através do qual se faz um teste de firmeza moral e, geralmente, revela que o ser humano, dada à sua própria condição, é corruptível. O anel desvenda a estrutura interior, revela a pessoa em sua essência, desprovida de hipocrisia. É provável que nem todos sairiam por aí cometendo atos ilícitos. Não se tornariam profissionais do crime, mas, certamente alguns direitos seriam violados.
Que resposta viria se fosse perguntado às pessoas como os outros e elas mesmas comportar-se-iam com o anel? A maior parte transformaria os semelhantes em monstros e, a si, em almas bondosas e íntegras. Isso, e somente isso, já seria grave falta de moralidade.

A moral, enfim, é “a voz imortal da consciência”, constituída por normas que as gerações milenares acumularam, retiveram, selecionaram e valorizaram. Qual a razão dessas normas? A sobrevivência e o desenvolvimento humano, os supremos interesses da sociedade e a preponderância do amor sobre a vingança, consoante ensinamento de Jesus. Eis aí em que se fundamenta a necessidade da verdadeira ética. Quem dela poderia prescindir?                               

Edilson Santana 

sábado, 5 de outubro de 2013

UM BELO EXEMPLO A SER SEGUIDO.

ESTUDANTES TREINADOS POR PROFESSORES MEDIAM CONFLITOS EM ESCOLA PÚBLICA DE SP
Uma escola estadual de São Paulo recrutou os próprios alunos para resolver os conflitos entre os colegas. Essa medida também ajuda a prevenir a violência.
O resultado foi a redução do número de alunos que iam parar na famosa diretoria. E os alunos também passaram a se envolver mais com o dia a dia da escola. Esse é um bom exemplo que vai ser apresentado em um congresso que reúne milhares de professores e educadores preocupados em melhorar a escola pública.
Líderes na brincadeira e também quando o assunto é sério. São um grupo de estudantes treinado por professores para mediar conflitos na base do diálogo.
“Vocês vão mostrar os direitos e os deveres em cima disso aqui, que é super didático e bem fácil de a criança aprender”, diz uma professora.
“Tem que ser pessoa que está a fim de ajudar, que está a fim de ser voluntário na escola para fazer parte do projeto. Tanto que a única exigência deles é escrever, porque eles querem ser mediadores”, explica Maria Aparecida Borga, professora mediadora.
A atuação dos alunos mediadores ajudou a resolver com mais rapidez os problemas de indisciplina na escola. De cada dez casos que chegam até eles, só dois vão parar na diretoria. O restante é solucionado no pátio ou nos corredores com uma boa conversa.
Foi assim que Mateus e Jéssica, de 16 anos, conseguiram esfriar a cabeça das amigas Geisanne e Vitória, de 14.
Com alguns conselhos, a dupla mais velha ajudou as meninas a fazer as pazes. “A amizade era maior do que o problema e a gente pôde ver que depois de quatro dias elas voltaram a se falar quando a gente mostrou os dois lados. Elas pensaram e voltaram a se falar. Isso me deixou muito feliz”, diz Jéssica da Silva, 16 anos.
O projeto pioneiro, iniciativa de uma professora que foi recrutada para resolver conflitos entre alunos no ambiente escolar. O programa conhecido como Professor Mediador é destaque em um seminário, que reúne dois mil professores do estado de São Paulo. O projeto de prevenção à violência já está presente em quase 2.500 escolas paulistas.
As discussões interessam a milhões de estudantes que sofrem algum tipo de violência. Mesmo a mais leve. Maria Luiza sofreu o chamado `bullying` de colegas meninos só porque gosta de jogar futebol. Tudo foi resolvido com a mediação de alunas mais velhas. “Depois daquele dia foi tudo normal, os meninos não ficavam mais me ofendendo, eles até me chamavam para brincar”, conta Maria Luiza.

RODRIGO BOCARDI - BOM DIA BRASIL - G1 GLOBO.COM - 02/10/2013 - RIO DE JANEIRO, RJ

quarta-feira, 27 de março de 2013

Reflexão sobre a Páscoa


Muitas vezes, o que parece o fim
É apenas o começo.  

No período que antecede os feriados da Semana Santa é oportuno meditar sobre essa foto e a sua mensagem escrita. Serve de aprendizado e encorajamento.
Realmente, quando Cristo foi crucificado, para muitos era o fim de um grande movimento, inclusive por parte de seus seguidores.
Na verdade, ali nascia a Igreja Primitiva, que divulgaria os feitos de Cristo por toda a terra, completando assim o plano de Deus.
Para cumprir essa missão, tanto Cristo quanto os seus seguidores tiveram de  enfrentar muitos desafios e grandes dificuldades.
Quando, pois, você estiver em uma situação delicada, que pareça ser o fim de tudo, lembre-se que pode ser o começo de uma nova caminhada. E lute para acontecer.
Para completar a centésima matéria que postei no meu Blog, fiquei feliz em ser relacionado a Jesus Cristo, o verbo que se fez carne, o Deus que se fez homem.
Trata-se da minha homenagem a Jesus Cristo e aos seus seguidores.
Feliz Páscoa para todos. Cuidado com os feriados. Não exagere.
                                               
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com  

terça-feira, 26 de março de 2013

ENTENDENDO MELHOR


É bom ir mais a fundo na análise do caso FELICIANO E A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS. O Jornal O Povo na edição de 24 de março dedicou um bom espaço para esclarecer ao leitor. Selecionei dois textos por achar serem os mais importantes.
Leia. É importante. Entenda tudo.


DIREITOS HUMANOS 24/03/2013 – Jornal OPOVO
O que a ascensão de Feliciano revela sobre o Brasil e a política
Além da ascensão política do radicalismo religioso, a indiferença da esquerda pelos direitos humanos e o descompasso entre o Parlamento e a sociedade explicam a eleição de Feliciano

O estardalhaço hoje instalado em torno da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados torna difícil acreditar que, até o mês passado, o espaço passava de mão em mão entre partidos desinteressados pelo assunto. Descartado até por quem sempre teve o tema como bandeira, a presidência precisou cair no colo de um pastor de ideias fundamentalistas para voltar aos holofotes. Mais que costura de bastidores, a chegada de Marco Feliciano (PSC-SP) ao controle da CDHM é reveladora da nova cara do poder e da sociedade brasileira.


Destaca-se nessa realidade o fortalecimento de setores religiosos de postura controversa, que se inserem no controle de pautas até então dominadas por segmentos mais progressistas. Para além de discursos na tribuna, essa bancada passa a centrar fogo nas comissões que tocam em assuntos sensíveis às igrejas, sobretudo as neopentecostais, embora a abordagem incomode mesmo segmentos evangélicos.


Forças de orientação mais religiosa que política que cresceram, organizaram-se institucionalmente e se interessaram por novos espaços, mas cuja ocupação de desses postos de destaque só ocorreu devido a uma esquerda que, no poder institucional, trocou antigas bandeiras pela governabilidade. Para que o PSC assumisse o controle da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, foi necessário que segmentos historicamente ligados à pauta dos direitos humanos deixassem o tema em segundo plano. Sobretudo o PT.


Outras prioridades
Mesmo indicando três dos 21 presidentes de comissões, o partido priorizou neste ano as áreas de Constituição e Justiça, Seguridade Social e Relações Exteriores - todos ligados diretamente à estabilidade do governo Dilma Rousseff no Congresso Nacional. “Algumas dessas comissões iriam para o PSDB (maior partido da oposição), o que seria um problema”, diz o líder do PT na Casa, o deputado cearense José Guimarães. No passado, petistas de alto prestígio dentro do partido, como os ex-ministros Nilmário Miranda e Iriny Lopes, comandaram o colegiado.


Outros segmentos que também costumavam dar prioridade à temática, como PCdoB e PDT, também abriram mão da posição ao optarem pelos colegiados relacionados a outros temas. Como ninguém mais se interessou, a indicação acabou sobrando para o PSC.


Para além do poder institucional
O descaso que forças partidárias passaram a dispensar ao assunto no Congresso não condiz com a importância que os diversos temas agrupados sob o guarda-chuva de direitos humanos mantêm na sociedade. Nas muitas manifestações que seguiram à indicação do PSC, quem antes era grupo representado passou a questionar os representantes. Reflexo do descolamento entre políticos eleitos e aqueles em cujos nomes deveriam falar.


“A comissão foi posta de lado, mas os direitos humanos não perderam importância. A intensa repercussão contra o Feliciano provou isso”, afirmou ao O POVO Domingos Dutra (PT-MA), antecessor de Feliciano na comissão.

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PROTESTOS 24/03/2013 – Jornal OPOVO
O Brasil que reagiu ao pastor Feliciano
Em plataformas virtuais e também no mundo real, manifestações que partiram desde movimentos sociais até a apresentadora Xuxa colocam o Legislativo contra a parede


Entre os desdobramentos que eclodiram após a eleição de Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, destaca-se a revelação de um Brasil que não aceitou a escolha que veio de cima. Sem dar trégua desde o dia da divisão das comissões, as muitas manifestações contra a posse do pastor travaram a pauta da CDHM e colocaram pressão sobre as maiores lideranças do Congresso Nacional.


Mais do que mostra de insatisfação com os rumos da comissão, as manifestações deixaram claro que o descaso com que a maioria dos partidos tratou a CDHM não condiz com a relevância dos temas em discussão no colegiado. A revolta atingiu desde movimentos sociais organizados à apresentadora Xuxa, que protestou pelo Facebook. As redes sociais, a propósito, têm sido o principal canal de indignação, mas as reações não ficaram restritas ao mundo virtual.


Na última quarta-feira, 20, Feliciano abriu sessão do colegiado sob vaias de manifestantes que lotavam as galerias da Câmara. Incapaz de dar prosseguimento à pauta dos trabalhos, o deputado abandonou a sala oito minutos após a abertura da reunião.


A pauta da sessão era debate sobre os direitos de portadores de transtorno mental. Porém, após quase 30 minutos de bate boca, a reunião foi encerrada sem qualquer discussão sobre o tema.


A situação colocou sob pressão o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que teria pedido que o PSC repensasse a indicação de Feliciano para o colegiado. Segundo Alves, que deu prazo para até a terça-feira, a situação do parlamentar na CDHM estaria “insustentável”.


Marco Feliciano, por outro lado, afirmou na última quinta-feira, 21, em entrevista a rádio do Grupo Estado, que não deverá renunciar “de maneira nenhuma” a presidência da comissão.


Frente Parlamentar
Apoiado pela repercussão popular do caso, grupo de deputados criou a Frente Parlamentar em defesa dos Direitos Humanos. A ideia é criar alternativa à CDHM no debate sobre os direitos humanos na Câmara, que estaria, segundo os parlamentares contrários à indicação de Feliciano, “inviabilizado” na comissão oficial. A proposta recebeu adesão inclusive de líderes partidários na Câmara, o que não costuma acontecer em frentes parlamentares do Congresso. (Carlos Mazza)

E agora


ENTENDA A NOTÍCIA


Sob pressão de movimentos populares, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deu prazo de até terça-feira, 26, para que o PSC resolva o impasse na CDHM. Feliciano, no entanto, afirma que não irá renunciar.



segunda-feira, 25 de março de 2013

REPRODUZINDO BOAS IDÉIAS.

Para conhecimento dos amigos, a forma como o artigo sobre A Vida em Condomínio (clique no título ao lado para abrir o artigo original) foi utilizada pelo Síndico de um Condomínio classe A de Fortaleza, com moradores de expressão e formadores de opinião, dentre eles o Prefeito Roberto Cláudio.

A minha alegria não está neles, mas na atitude do Síndico, pois a minha intenção, ao escrever, foi contribuir para melhorar a educação do cidadão e mostrar que o condomínio é um grande laboratório para essa aprendizagem.

Essa atitude cidadã do Síndico do Condomínio Spazio Maranello merece reconhecimento, por ser um agente multiplicador de boas idéias.




quarta-feira, 6 de março de 2013

A VIDA EM CONDOMÍNIO.



É consenso entre os estudiosos do comportamento humano que a vida em condomínios é um excelente laboratório para o exercício da cidadania. Fica entre a família, que é o ambiente mais importante para crescimento pessoal, e a sociedade, campo mais amplo para a aprendizagem.
A importância da vida em condomínio é patente. Nele busca-se o viver da melhor forma possível. É lá que se encontra o nosso ninho, que é a própria família, estreitamente ligado a uma árvore, que é o condomínio. Ambos são por demais importantes. Zelar por eles se torna algo prioritário.
A convivência em condomínio é regulada por uma Convenção e um Regimento, ambos aprovados pelos condôminos. Neles são contemplados princípios básicos que nortearão as políticas, normas e regras de convivência, que entendemos ser o melhor para todos. Elege-se um Síndico para conduzir bem essa pequena vida comunitária.
Há condomínios que exageram em suas determinações. Às vezes as exigências têm como foco mais a finalidade policialesca do que a de guardadora. Quanto não é a composição do Condomínio é, às vezes, o Síndico que tem atuação com excesso de rigidez. Nesses casos, a vida em comum se torna complicada.
Ainda bem que há Condomínios e Síndicos que são um primor de respeito aos condôminos e de cuidados em proporcionar uma vida comunitária prazerosa. O foco deles é sempre a boa convivência. Buscam a felicidade plena através de uma atuação firme e, acima de tudo, educativa.  Têm consciência que o condomínio é o melhor laboratório para o exercício da plena cidadania.
É oportuno destacar alguns aspectos que podem ajudar no aperfeiçoamento da vida em condomínio.
1-    É fundamental ter obediência total às normas preestabelecidas. Não importa qual. Todas devem ser respeitadas. Por mais simples que sejam: não pisar na grama; não jogar lixo no chão; não entrar molhado no elevador; não buzinar para entrar ou sair do prédio; não ultrapassar a velocidade de 10km; não gritar demasiadamente, mesmo nas horas ou locais de lazer; deixar o local requisitado limpo logo após a sua utilização e tantos outros mais.
2-    Podem ser feitas críticas e sugestões ao Síndico, mas não esquecer também de dar uma palavra de apoio e incentivo. Ele precisa sentir que não está só, principalmente quando tiver de ser rigoroso, caso alguém não se disponha a obedecer as norma ou atender ao solicitado.
3-    Nunca esquecer que estamos no mesmo barco e que juntos, podemos adquirir um estágio de convivência dos mais excelentes. Queremos ser felizes e essa felicidade passa por morar bem. Por isso, mesmo contra a nossa vontade, em alguns momentos, ceder é necessário. Nada justifica o desrespeito às regras de convivência social. Elas existem para facilitar a vida de cada um. Passar por cima delas só faz atropelar o bem estar coletivo.
4-    Devemos redobrar a atenção às crianças, adolescentes e jovens. Eles encantam e dão vida ao ambiente. Como é lindo ver crianças, adolescentes e jovens em um vai e vem impressionante. Eles expressam alegria, força e juventude. São todos diferentes e comuns ao mesmo tempo. Estão em formação. Para eles e para nós, a grande lição da vida é: tudo tem regras e limites. Aprender a respeitá-los é de fundamental importância para o desenvolvimento e sucesso pessoal. Não é só em convivência social. Na alimentação, no sono, nos estudos, nas amizades e tantos outros aspectos da vida existem regras e limites. Quem desobedece não fica impune. O prejuízo e o estrago virão, mais cedo ou mais tarde, e a conta é alta. Por isso, é bom aprender cedo a não “passar por cima” das normas e dos limites.
5-    Desrespeitar uma regra ou limite é desrespeitar também um princípio. Os princípios são fundamentais para a existência humana. Quando uma pessoa, por comodidade pessoal, deixa a algo prendendo a porta do elevador, não desrespeita apenas a uma regra, mas também ao princípio de facilitar a mobilidade, o ir e vir das pessoas. Do mesmo modo, quando uma pessoa transita molhada pelo pátio e corredores, não está apenas desrespeitando uma regra. Está desrespeitando o princípio de segurança das pessoas, o que acaba provocando acidente, mutilando vidas.
Como se percebe, nada é por acaso. Tudo tem um sentido na vida.
                                                                
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com  



domingo, 3 de março de 2013

A INDIGNAÇÃO DE UMA GRANDE EDUCADORA.


Li o texto a seguir, escrito por uma educadora que conheço e admiro muito. Narra as dificuldades que inúmeros pais encontram por ocasião da matrícula de seu filho com Necessidades Educativas Especiais. A indignação da educadora tem sentido. Merece uma boa reflexão.
    TEMOS MUITO A APRENDER E A ENSINAR.                                             Nos preocupamos muito com os alunos que saem de uma escola considerada "pequena" e ingressam nas chamadas “grandes escolas”. Essas crianças são frutos, muitas vezes, de  8 até 10 anos  da  dedicação de "grandes"  profissionais. E, para nossa satisfação, são academicamente  bem preparadas, alunos críticos e participativos.  São crianças “normais” e aceitas em qualquer escola, independente do tamanho que tenha.
    Mas o que dizer dos alunos  com Necessidades  Educativas Especiais (NEE)? Temos grande preocupação com o futuro dessas crianças. Já visitei algumas escolas que deveriam receber esses alunos, e sempre fico decepcionada com o que escuto: "Não estamos preparados para receber esses alunos”, ou “não temos vagas”, (o que, às vezes, pode até ser verdade), ou “não temos profissionais para acompanhá-los” ou ainda, o que é pior, “o aluno não atingiu o perfil no teste de seleção”.
    Até quando esses e outros absurdos continuarão a acontecer? Quando essas escolas vão acatar a lei? Quando irão deixar de promover apenas “alunos medalhas” e passar a promover a dignidade e a justiça?
    O acesso a educação para todos é uma realidade e um direito. Quando irão entender que o movimento de uma escola plural é mundial e inadiável?
    Existem, sim, leis e documentos específicos que  reafirmam e garantem o acesso a todos e destaca a inclusão das pessoas com NEE, entre elas, as que apresentam deficiência. É uma desculpa dizer que as escolas não estão preparadas, e não irão estar nunca, se não começarem a enfrentar a realidade, e isso só poderá acontecer quando abrirem suas portas e não apenas as rampas de acesso, isso apenas, não é suficiente. É preciso romper com as barreiras, com os preconceitos e com o medo do diferente. Alguns autores apontam que a educação inclusiva sustenta-se numa filosofia baseada na igualdade, na solidariedade e nos princípios democráticos. A convivência com o diferente só favorece a aprendizagem. Portanto  educação inclusiva não é favor, não é concessão, não é só amor, é DIREITO, e é isso que precisamos entender de uma vez por todas. O ideário da inclusão deve ser concebido como  intervenção no real. Isto é, não se deve admitir que o alunado permaneça do lado de fora esperando a escola ficar pronta para recebê-los. Trata-se de mantê-la completamente aberta com a diversidade e partir dela. Para isto, será necessário quebrar resistências, remover barreiras físicas e atitudinais, enfrentando conflitos e contradições, revendo estratégias de aprendizagens, com ênfase na construção coletiva.
    Os pais são grandes aliados dos que estão empenhados na construção da nova escola brasileira. NÃO ESTAMOS SOZINHOS E TEMOS MUITO A APRENDER E ENSINAR. Ainda tenho muito a dizer... minha  indignação é imensurável.

Regina Coeli  Furtado Câmara. Psicopedagoga e Coordenadora Pedagógica em Fortaleza.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

O CARNAVAL ALTERA O RITMO NORMAL DAS PESSOAS.


                        Logo após o carnaval, nos meios de comunicação, é divulgado o relatório de ocorrência com mortes durante o período. Veja abaixo o resultado nos últimos anos.
Clique na tabela abaixo para visualizar em tamanho maior.

*42 Mortes só na virada de um ônibus.

Em muitos desses casos, uma simples palavra, uma pequena orientação prévia, garantiria um bom carnaval e evitarias grandes perdas, traumas, mutilações e sofrimentos. Vale a pena tentar. Faça alguma coisa. FICAR CALADO É UM CRIME.

                      PARA AJUDAR, EIS ALGUMAS RECOMENDAÇÕES.
1) Brinque moderadamente. Pratique o respeito ao outro.
2) Procure não se envolver em discussões, tumulto e briga. Lesões e homicídios marcam forte presença no carnaval.
3) Seja cauteloso na convivência com desconhecidos. É importante manter a sábia distância.
4) Redobre a atenção no trânsito, viajando ou na cidade. O número de morte no trânsito é assustador.
5) Tenha muita precaução ao tomar banho de mar, rio, açude ou lagoa. O índice de afogamento no carnaval é altíssimo.
6) Mantenha o seu compromisso de amor e respeito ao cônjuge e aos filhos. Evite aventura amorosa. Essa aventura pode dar início à destruição de uma família.
7) Se você é solteiro (a), mas tem compromisso de amar alguém, não troque de amor no carnaval. Fidelidade inicia-se no namoro.
8) Evite o uso ou aproximação de drogas. O nome já está dizendo: é uma DROGA. E como tal estraga, complica e destrói a vida!
9) Alimente-se bem e durma o necessário. O corpo não agüenta ser mal tratado. Cuide bem do seu corpo, ele foi dado por Deus para ser administrado por você.
10) Lembre-se e nunca esqueça: a vida não começa nem termina no carnaval! O ano de 2013 tem 365 dias e o carnaval tem apenas 4 dias. Que tal primar pela excelência de vida dos demais dias?
11) Comunique seus pais, irmãos, cônjuge aonde você vai, quando volta e como será um possível contato, caso aconteça algo não esperado.
12) Durante a folia, ao acotovelar-se ou ser acotovelado por outro folião, diga sempre: “calma amigo!” ou “desculpe, foi mau!”.
13) Saiba que você é alvo das atenções e do amor de quem quer vê-lo FELIZ...PRA SEMPRE!



Carnaval BOM é aquele que, após a quarta-feira de cinzas,
tudo continua muito BEM.


José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com  




terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Carnaval: período de muitos excessos


A Psicóloga e Educadora Luana Andrade abordou muito bem o tema de excessos no carnaval. Seu artigo foi publicado no Jornal do Leitor de O POVO no dia 05/02/2013. Por ser oportuno, compartilho com vocês. Bom proveito.
A origem do Carnaval remonta à Antiguidade, época em que a festa representava uma comemoração por conta das boas colheitas. Os agricultores expressavam sua alegria com a fartura das lavouras através do canto, da dança e, posteriormente, do uso de máscaras. Quando o Carnaval chegou ao Brasil, trazido pelos portugueses, a Igreja Católica já havia incorporado a ideia de que seria bom que os cristãos, em uma atitude de integração e louvor, se reunissem antes da quaresma para se divertirem com muita alegria, canto, dança, comida e bebida, o que ajudou a difundir o costume do festejo. De lá para cá, a comemoração vem se popularizando cada vez mais e hoje é considerada uma das maiores festas populares do nosso país. 
No entanto, se, por um lado, a festa cresceu, seu sentido original praticamente não mais subsiste. Hoje, o Carnaval no Brasil é um período de excessos, sinônimo de baderna, descaso e falta de limites. Estatisticamente falando, é um dos períodos em que o Governo mais gasta com segurança pública; mais disponibiliza ambulâncias para atender aos cidadãos que se excederam na bebida ou foram vítimas de agressões ou de acidentes; mais investe em campanhas educativas referentes à segurança no trânsito, ao consumo de bebidas alcoólicas e ao uso de preservativos, e é também quando se registra um dos maiores índices de gestação entre adolescentes, assim como altíssimos graus de contaminação por doenças sexualmente transmissíveis. Não só isso, é ainda o feriado em que a polícia rodoviária mais registra acidentes automobilísticos envolvendo vítimas fatais e os hospitais apresentam um aumento súbito no número de atendimentos diários. É quando mais se vende bebida alcoólica durante o ano. É a festa em que mais morre gente no nosso país!
Parece que durante o Carnaval as pessoas vivem como se as regras deixassem de existir e o mundo estivesse prestes a acabar. As normas de boa convivência são solenemente ignoradas, e as vozes em contrário abafadas por paredões de som, ligados a qualquer hora e a todo volume. Essa forma de comemorar está errada. É natural que se queira extravasar e se divertir no feriado, mas até nessas horas devemos ter limites.
A raiz do problema resume-se a uma expressão: falta de respeito. Pela vida, pela saúde, pelo patrimônio alheio. Vamos viver intensamente esse Carnaval, mas de forma responsável e com o pensamento no próximo. 
Luana Andrade
luanaaararipe@gmail.com
Psicóloga, Psicoterapeuta, Psicodramatista, Professional Coach, Especialista em Terapia Familiar, em Psicologia Clínica e em Psicologia Escolar

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

CRIANÇA NORMAL


Tenho dificuldade em aceitar essa colocação. Ela me incomoda. Afinal, normal como? E as outras são anormais? Está certo rotular alguém de normal ou anormal? Em que circunstância foi dado esse conceito? Afinal, qual o modelo de criança que passou na nossa mente quando definimos ser ela normal ou anormal?
Analisemos agora alguns casos de julgamento de determinadas crianças. Algumas delas desejavam conhecer Jesus. Os discípulos proibiram. Para eles isso seria anormal, afinal criança, naquele tempo, não tinha nenhum valor. Criança normal não tentaria isso. Jesus percebeu a situação, repreendeu os discípulos e disse: ”deixai vir a mim as criancinha”. (Marcos 10:14)
No episódio do “Titanic”, o filme expõe uma jovem rebelde que desde criança fora criada com regras rígidas. Ela nunca podia ser ela mesma. Para a elite da época, criança normal era a que se submetia às posturas sociais reinantes. As demais seriam anormais. Deu no que deu.
Recentemente, em um condomínio, um senhor ficou incomodado com a brincadeira das crianças no pátio livre e falou, aos gritos: “deixem de fazer barulho, subam e vão brincar no computador, como as crianças normais”. Tenho dificuldade de comentar essa afirmação.
Vejo claramente que boa parte dos educadores tem dificuldade de educar as crianças. Ora, as endeusam e elas ficam soberanas, ou as submetem a regras absurdas. Dois extremos. Sem limites ou com limites exagerados, ou não explicados, não dá! Fica difícil educar uma criança dentro desses dois padrões.
Afinal, quando uma criança é normal? Sempre! É assim que pensa o grande educador Lauro de Oliveira Lima. É dele essa preciosidade; “as crianças não erram; cada manifestação sua revela um nível de desenvolvimento.” Portanto, é normal essa ou aquela atitude da criança. Isso não quer dizer que fechemos os olhos diante de atitudes prejudiciais ao grupo ou a ela mesma. A correção deve ser de imediato. Senão ela seguirá normalmente agressiva, embirrenta, mentirosa ou sem compromisso. Em vez disso, podemos torná-la normalmente educada, sincera e entendendo os compromissos com a vida e com os demais. Essa urgência é bíblica: “Ensinai as criancinha no caminho que devem andar e ainda quando envelhecerem não se desviarão dele”. (Provérbios 22:6).

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com  

*Publicado no caderno "Jornal do Leitor" de O POVO   (22/01/2013)

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

A BOA RELAÇÃO COM A COMUNIDADE PRÓXIMA À ESCOLA


A preocupação em aferir se o dia a dia da comunidade está sendo afetado pelas atividades desenvolvidas pela escola, ainda é muito recente e pouco praticada. Nesse sentido, o mundo empresarial partiu na frente e já tem em sua estrutura um setor ou alguém monitorando e avaliando o relacionamento com a comunidade vizinha à empresa. A conclusão que chegaram é que a comunidade não pode ser vista como uma inimiga, mas como parceira.
Mesmo não sendo a maioria, boa parte das escolas já tem agido ou procurado agir da melhor forma possível com a comunidade. Para o bom entendimento do assunto e servir de inspiração para os dirigentes educacionais, eis alguns exemplos de práticas exitosas.
Havia um bar muito próximo à faculdade e, muitas vezes, o som dos carros atrapalhava demais as aulas, como também incomodava a vizinhança. A direção procurou o proprietário do bar, relatou o problema e pediu ajuda na solução. Reuniram-se outra vez e pactuaram que seria colocado um cartaz sobre o assunto. Os garçons foram orientados a abordarem os clientes de forma gentil e na busca de um convencimento. O resultado foi excelente. O principal foi o bom relacionamento que ficou entre a faculdade e o bar.
Um grande colégio foi construído bem próximo a uma comunidade carente. A obra incomodava os vizinhos. A atividade da escola ia alterar a rotina da comunidade. O Diretor, percebendo que isso não era bom, procurou o líder comunitário, convidou-o para visitar a obra e conhecer como a escola ia desenvolver o seu trabalho. Instalou-se um clima de relacionamento formidável e duradouro.
Uma faculdade foi transferida para um prédio de vários andares. O diretor percebeu que ia alterar a rotina da vizinhança. Ficou preocupado. Resolveu redigir um texto expondo a chegada da faculdade e colocando-se à disposição para solucionar qualquer problema. Foi às salas de aulas e orientou os alunos a respeitar a vizinhança, zelando pelo merecido sossego dela.
No Conjunto Ceará, uma escola ao completar 30 anos de existência resolveu realizar uma alvorada, acordando a vizinhança com músicas agradáveis, tocadas pela banda que desfilava nas ruas próximas. Era o “BOM DIA CONJUNTO CEARÁ”, que a escola carinhosamente oferecia. As emoções tomaram conta de todos.
Muitas outras ações podiam ser citadas, mas as acima compartilhadas são suficientes para mostrar que atitudes gentis e respeitosas geram um relacionamento saudável e duradouro. 

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com   

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Vidas Preciosas

Li na Folha de São Paulo. Durante toda a leitura, emocionei-me várias vezes. Passei um bom templo parado, refletindo sobre tudo que acabara de ler. Ora, impressionado com a beleza da criatura humana, nas pessoas de Jardel e Caroline; ora, indignado com a violência dos assaltantes. Preferi ficar mais tempo admirando o relacionamento do casal e o sonho que eles acalentavam de um mundo melhor. Por isso, divido com os meus amigos o texto, numa forma de homenagear esse belo casal.

(...) Depoimento a
ROGÉRIO PAGNAN
DE SÃO PAULO

O servente de obras Jardel Alves do Nascimento, 24, presenciou a morte da namorada Caroline Silva Lee, 15, em um assalto no domingo em Higienópolis, região central de São Paulo. Jardel afirma que faltou ajuda quando tentava evitar a morte da garota. No HC (Hospital das Clínicas), diz ele, ela teve de esperar por socorro. O hospital, em nota, afirma que o atendimento foi imediato.

Veja seu depoimento:*

Foi tudo muito rápido. Vínhamos conversando sobre minha tatuagem, que ela queria retocar pela manhã, e de sua primeira aula de acupuntura marcada para às 9h.

Eles chegaram dizendo "passa a bolsa, passa a bolsa." Foi um susto. Eram dois. Um deles estava armado.

Não reagimos. Apenas tentei puxar Caroline para atrás de mim, escondê-la, mas não deu tempo. Um veio por trás e puxou minha mochila.

O outro ficou agarrado na mochila dela. Ela não queria entregar. "Eu vou atirar, eu vou atirar", dizia ele.

O mais valoroso na mochila, para ela, não eram os celulares. Eram seus desenhos que adorava fazer e seus materiais de escola. Ela adorava estudar. Tinha uma bolsa de estudo do colégio São Luís.

O rapaz encostou a arma e puxou o gatilho. Não tive como reagir. Ele atirou com a arma próxima ao corpo dele. Não esticou o braço. Com certeza ele é um ladrão experiente. Fugiram sem demonstrar nenhum arrependimento.

Caroline caiu. Só tinha um pouco de sangue na boca e um raspão no olho. Nem percebi onde os tiros pegaram. Só fiquei sabendo depois.

Corri para o meio da rua para pedir ajuda. Ninguém parava. Ninguém me ajudava.

Tive de sair da frente dos carros para não ser atropelado. Uma mulher da janela de um prédio gritou que estava chamando socorro.

Tentei fazer respiração boca boca, fazer massagem cardíaca. Ela tinha asma. Tentava não deixá-la apagar de vez.

Passaram-se mais de dez minutos até as pessoas desceram dos prédios. Caroline já estava sem pulsação. Não adiantava mais.

No hospital, ainda ficou numa maca esperando para ser atendida. A médica disse que não poderia atender naquela hora porque a sala estava lotada. Mesmo se tivesse alguma chance, Caroline não teria sido salva no Hospital das Clínicas.

Deveria ser obrigatório os políticos utilizarem o mesmo sistema de saúde que oferecem às pessoas. Eles estão de boa porque não precisam.


Eduardo Knapp/Folhapress



'QUE SOFRAM'

Para muitas pessoas que estão no poder, eu sou um lixo. Mas meu propósito sempre foi ajudar as pessoas. Ter uma sociedade melhor.

Caroline pensava da mesma forma. Até por isso a gente se amava. Eu sou muito difícil de me apegar às pessoas. Com ela foi diferente.

Fazia um ano que morávamos juntos. Morávamos de favor na academia Arte Nobre. Sou faixa verde em Kung Fu, ela era vermelha.

Ela veio morar comigo, faz cerca de um ano, para me alimentar. Eu tinha acabado de perder o emprego, estava arrasado, ela usava seu vale refeição. Eram R$ 200 mensais.

Muitas vezes chegava o final no mês e o dinheiro tinha acabado. Ela nunca reclamou. Comia o que eu comia.

Ela não era apegada a coisas materiais. Eu nunca consegui pagar um almoço melhor para ela. Mas Caroline nunca reclamou disso.

A gente viveu o mais simples possível. Ela nunca quis ser algo que não poderia ser. Éramos contra o capitalismo.

Queríamos a faixa preta e montar juntos uma academia em Cascavel, no Paraná, onde moram parentes meus.

A primeira regra da nossa academia é treinar o corpo e o espírito para a paz.

Infelizmente, meu desejo é que aqueles três sofram. Sofram o mesmo que sofro hoje.

Conheci Caroline na Augusta há um ano e meio. Ela estava com a melhor amiga, Beatriz. A mesma que foi cumprimentar na noite de sua morte.

O que me impressionou foi como era responsável apesar da pouca idade. Tinha uma ideia forte que a gente não vê.

A acupuntura era muito importante para ela. Era uma forma de homenagear a profissão e a memória do pai.

Ela também queria ser tatuadora. Desenhava muito bem. Tenho uma tatuagem no peito feita por Caroline. Eu criei a frase, eu gosto de vampirismo, e ela tatuou. Deixei ela treinar no meu corpo. Ela queria retocar pela manhã.

Minha próxima tatuagem será em homenagem à Caroline. Ela tinha uma tatuagem de um símbolo chinês que significa eternidade.

Para mim, ela será eterna.


Jornal Folha de São Paulo

QUARTA-FEIRA, 24 DE OUTUBRO DE 2012