Boas vindas
O objetivo principal deste blog é edificar vidas.
Os artigos e informações aqui contidas visam tão somente tornar as pessoas mais conscientes de si; seguras na busca do entendimento sobre o mundo, os fatos, as pessoas; acreditem mais na construção de um mundo melhor e na beleza da criatura humana. Bom proveito !
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domingo, 11 de agosto de 2013
UMA HOMENAGEM AOS PAIS MATERNOS
Vejo com certo encantamento o surgimento de uma geração de pais que não se intimidam em realizar tarefas antes tidas como femininas. Tenho orgulho deles. Em vez de ficarem reclamando e se maldizendo do ingresso da mulher no trabalho, preferiram entender o novo tempo e passaram a se envolver também com as tarefas domésticas. Foi a forma que encontraram para apoiar à mulher que agora estava ajudando também no sustendo da família. Isso se chama sabedoria. A paz em família começa por ai. Muito justo, pois, nesse mês que é dedicado aos pais, prestar uma merecida homenagem a todos os pais que se tornaram também maternos, sem medo de perder a sua masculinidade.
Sobre o assunto, transcrevo parte da entrevista como chefe do departamento de psiquiatria da criança e do adolescente do hospital de Salpêtrière, em Paris o psicanalista Serge Hefez, publicada pela Revista Cláudia de agosto 2013, n* 8, Ano 52. Ele está habituado a receber a família de seus pacientes. Em 25 anos de experiência, quase sempre era a mãe que comparecia ao consultório. Mas, nos últimos tempos, ele vem notando que, em um número crescente de vezes, é o pai que acompanha o tratamento do filho. É um sinal claro, defende o especialista, de que há homens em plena transformação, cada vez mais disposto a assumir tarefas tidas como femininas. “Isso gerou uma crise em torno do conceito de masculinidade”, afirma Hefez, autor de Homens no Divã (Benvirá), livro recém-lançado no Brasil. Eis três de suas constatações.
1. HOJE ELES SE IMPORTAM MAIS COM A PROLE. “De modo geral, os homens sempre gostaram de ter filhos, mas só agora começaram a estabelecer maior conexão com as crianças, a se interessar pelas necessidades delas e a participar das necessidades delas e a participar dos cuidados desde o início da vida. Alguns pais de hoje trocam fraldas e alimentam o bebê. Isso porque, finalmente, eles perceberam o poder que os pequenos têm de enriquecer os adultos. Por meio dos filhos, passam a se ver completos, sentimento que antes era relacionado apenas à natureza da mulher.”
2. NOVOS CONCEITOS ESTÃO SE FORMANDO. “As mulheres conquistaram o mercado de trabalho pra valer e hoje lideram em vários campos. Os homens, por sua vez , estão ingressando nas áreas tradicionais delas, como a casa e os filhos. Mas isso não significa que estão se tornando mais femininos. Acredito que todos nós caminhamos para ser ‘pessoas universais’. Ao vestir tailleur, a mulher não se masculinizou e, ao cuidar do lar, o homem não perdeu a sua masculinidade. Os conceitos mudaram.”
3. UMA CRISE ESTÁ TORNANDO OS HOMENS MAIS AMOROSOS. “Vejo que muitos se perguntam o que significa ser homem em nossa sociedade, porque houve uma revisão de papéis. Ambos os sexos agora podem assumir os mesmos papéis- e estão assumindo. As mulheres tiveram questões semelhantes há alguns anos: ‘se for trabalhar, ainda sou mulher? Ou: ‘o que é ser bom pai?’ No consultório, observo que há homens muito interessados em ser mais amorosos e atenciosos com os filhos e a parceira.”
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com
quarta-feira, 17 de julho de 2013
O despertar da sensibilidade que existe em cada um
Essa
semana foi riquíssima em experiência. Cada qual a mais
preciosa. Todas me impressionaram muito e me conduziram à valorização dos sentimentos
humanos. Começou com o lançamento de um livro de poesia. Na apresentação,
destaque para a sensibilidade do autor e a beleza de suas poesias. Depois, no
face, um jovem acadêmico de economia da UFC expõe a sua sensibilidade exaltando
a beleza de um dia nublado. Sua narrativa é encantadora! Na praia, um amigo
curitibano mostra-me as fotografias que tirou nas praias de Morro Branco. Uma
chamou-me a atenção. Nada demais. Apenas dois cocos verdes, com a parte de cima
aberta e cada um com um canudo, encostados um ao outro como dois seres se
amando. Um toque de sensibilidade em dois seres brutos. Por fim, um jovem
catador de lixo, em plena rua da aldeota. Muito educado, simpático e com
aparência de pessoa feliz. Em seu “carro”, estava uma rosa que, por certo
encontrou por ai. Como o sinal demorou, pude ver de perto a bela paisagem e
curtir aquele momento lindo.
Essas
experiências mexeram comigo. Passei um bom tempo analisando a
resistência de muitas pessoas ao relacionamento superficial que teima em
existir. Vi claramente um antagonismo entre o mundo moderno da tecnologia, com
ênfase ao material e o pós-moderno que surge valorizando as pessoas e seus sentimentos.
Cada
pessoa é dotada de
sentimentos e valores humanos. Em alguns, a vida ceifou esses belos sentimentos.
Em outros, houve cultivo, por isso cresceram e embelezaram o mundo. Nesse
contexto, cabe a nós educadores,
tanto em família como na escola, ficarmos atentos, primando pelo cultivo desses
belos sentimentos e eliminando qualquer ação que venha atrofiá-los.
A
nossa atuação pode ser de várias maneiras em qualquer
tempo. Não precisa determinar. Tem apenas de ser urgente e envolver todas as
pessoas, em qualquer que seja a circunstância. O desfio é enorme – precisamos
despertar a sensibilidade que existe em cada ser humano. Agora, mão a obra. É
simples, pode até começar com pequenas perguntas ao filho ou aos alunos. O que
você diz da cor dessa porta? Qual a diferença entre o jogo do Brasil com a
Espanha e a luta do Anderson na UFC? Por que as nuvens estão indo naquela
direção? Por que o Congresso Nacional está agora agindo tão rápido? Por que
tememos algumas pessoas e outras não? Quem
já presenciou o por do sol? O que mais lhe toca, a lua nova ou a lua cheia? O
que você tem a dizer sobre um ônibus lotado, uma cadeira quebrada ou uma pessoa
morando na rua? Andar na praia traz alguma sensação em você? E um pássaro
cantando? Que diferença existe entre um sorriso, uma cara fechada e um olhar
triste? Ah,como temos belas perguntas a fazer!
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com
quarta-feira, 12 de junho de 2013
EXISTE A IDADE CERTA PARA COMEÇAR A NAMORAR?
Já
houve tempo que os pais estipulavam 15 anos para as
meninas e 18 para os meninos, embora o controle maior fosse com relação às
meninas. Algumas obedeciam, mas para
outras, o jeito era namorar escondido. Hoje, ainda há recomendação, porém sem
muito rigor. Mas, realmente há ou não a idade ideal para emplacar o primeiro
namoro? Se há, baseado em que ela foi a escolhida?
Por
força da enorme variedade de tipos de pessoas, acredito que nenhuma
idade pode ser eleita. Existe, sim, a idade ideal para cada pessoa, mas não uma
única para todo mundo. Seria o mesmo que impor o manequim 42 para todos. Para
uns ia ficar apertado ou folgado; para outros, o tamanho ideal.
Analisemos as situações a seguir: a) uma menina
no início de sua adolescência é feliz em ter amigas, mas não tem nenhum
interesse em namorar; b) um menino gosta de estar só ou com certos amigos, mas
não passa por sua cabeça namorar tão cedo; c) um menino, em pleno Infantil III,
gosta dos amigos, mas tem uma paixão pelas amigas e já escolhe uma para dizer
que é a sua namorada; d) uma menina, ainda na 2ª. serie, já sonha com o seu
príncipe e demonstra uma grande dosagem de romantismo. Como determinar a idade x ou y para todos eles começarem a namorar?
Como se percebe, idade não é o mais importante.
Importante mesmo é apresentar aos nossos filhos ou alunos, princípios e orientações sobre o
namoro. Tais ensinamentos serão os guias, o norte de toda a relação amorosa e servirão
para a vida inteira.
Idade
certa não vem ao caso, pois ela depende da maneira de ser de cada
um. Isso não significa falta de limites. Significa apenas o respeito às
diferenças individuais. Uns podem começar mais cedo, outros mais tarde. Não
devemos nos angustiar com isso. Trata-se do tempo de cada um. Descobrir esse
tempo é uma boa tarefa e um grande desafio para ser tratado em conjunto, pais e
filhos ou orientadora e alunos. Tudo numa boa. Sem estresse, sem pressão.
Naturalmente chegaremos a uma sábia conclusão.
Criticas
ou incentivos para demorar ou apressar o namoro, via de
regra, não funcionam bem. Precisa-se ter muito cuidado quando tiver de entrar
nessa área. Às vezes é necessário. A situação justifica. Mas, em todo caso, só com
muito respeito às particularidades de cada um. Ai sim, as possibilidades de
acertos são bem maiores.
Famílias e escolas devem trabalhar bem, preferencialmente em conjunto, a
questão do namoro. Essa fase é rica em aprendizagem. É nela que ocorre a
verdadeira preparação para a futura relação conjugal. Apesar da delicadeza do
assunto, é muito prazeroso orientar os filhos ou os alunos que cuidamos sobre a
beleza da vida amorosa. Feliz dia dos
Namorados.
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com
quinta-feira, 9 de maio de 2013
A CORAGEM, O SILÊNCIO E A ANGÚSTIA DAS MÃES
Mãe é algo muito sublime. Falar
sobre elas requer sensibilidade. Entender a profundeza de seus pensamentos, o
sentido do seu silêncio, a beleza de suas deduções exige recursos especiais e
nem todos nós estamos aptos a utilizá-los. Mas, graças a Deus
isso é possível. Basta querer e crescer nesse sentido.
Convivi
e convivo com muitas mães. De todas as idades e das mais variadas
situações. Aprendi muito com elas. Nelas encontrei inspiração. Delas vieram os
exemplos mais lindos de carinho, cuidado, lealdade e cumplicidade. No meu modo
de entender, sem elas a vida perderia o sentido. Aliás, não haveria vida.
Desejo destacar duas mães. Ambas historicamente
muito conhecidas. Uma é a mãe que compareceu perante o Rei Salomão pedindo para
julgar o litígio que travava com outra mulher, na disputa de quem era
verdadeiramente a mãe de determinada crianças. Salomão surpreendeu as duas,
determinando que o soldado partisse a criança ao meio e desse uma banda para
cada. Uma delas gostou da idéia, mas a outra, e é essa que desejo homenagear,
gritou e pediu para não fazer isso. Preferia perder a criança a vê-la mutilada.
Salomão deu a criança a ela e disse :você é verdadeiramente a mãe dessa
criança”.
A
outra mãe que faço menção honrosa e quero homenagear neste texto é
Maria, mãe de Jesus. Ela sabia que Ele era o Filho de Deus, antes mesmo dele
nascer. Porém, preferiu obedecer a ordem Divina e guardou essa revelação em
silêncio, bem no fundo do seu coração. Essa cumplicidade perdurou por mais de
trinta anos. Guardar no coração não é fácil. Às vezes dói, mas Maria suportou
muito bem. Hoje, todos nós fomos beneficiados por essa belíssima atitude de
Maria. Ela não precipitou os acontecimentos. Deixou tudo acontecer conforme
Deus havia dito e Jesus pode concluir a sua obra e cumprir a sua missão.
Na
escola, o contato com as mães é muito intenso. Elas são presenças
constantes. Ora agradecendo ou reclamando; elogiando ou criticando, mas sempre
presentes. São conscientes que a escola é fundamental para a educação do filho.
Sentem que sozinhas fica mais difícil cumprir sua missão de mãe. Às vezes se
angustiam e é por isso que chegam até mesmo a atrapalhar o trabalho da escola.
Aproveitando
a
semana das mães, fica aqui o apelo a todos nós que somos operadores da
educação, no sentido de que tenhamos paciência com as mães de nossos alunos.
Elas precisam da nossa ajuda e clamam por alguém que as compreenda. Vamos
apagar qualquer lembrança negativa que ficou em nossa mente por causa de alguma
agressão por parte de determinada mãe. Perdão para elas. O momento é de
compreensão e colaboração. Vamos caminhar juntos, de mãos dadas. Agindo assim,
quem ganha é a educação e por via de conseqüência, o nosso aluno. Às mães com carinho,
colegas educadores
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com
quarta-feira, 3 de abril de 2013
HISTÓRIA INFANTIL – A PRÓPRIA CRIANÇA SENDO AUTORA.
Li recentemente uma matéria com o escritor
espanhol Gonzalo Moure, produzida pela Jornalista Aryane Cararo, sobre literatura infantil, publicada no
Jornal O Estado de São Paulo, em 07/03/2013, com o seguinte título `Há razões para ignorar a literatura
infantil`. No texto, uma contundente crítica – os autores
brasileiros não avançaram. Diferentemente, segundo o entrevistado, os autores americanos
e europeus inovaram, evoluíram, por isso avançaram.
A fundamentação da
crítica era que os textos, as histórias na literatura infantil brasileira eram
escritas para a criança, mas com forte viés em quando se tornar adulta. Não
visava a criança pela criança, mas a criança adultinha, projeto de adulto.
Com
essa preocupação, a criança deixava de ser o objetivo maior. A
preocupação era formar adultos. Ele desafiava – percam o medo e tenham a
coragem de escrever para a criança hoje e não para o adulto de amanhã.
Refletindo
sobre
essa crítica, veio-me uma idéia e passo para os leitores. Que tal utilizar a
própria criança para escrever as suas histórias? Nas idades entre 5 e 8 anos, a
criança gosta de ouvir e é fértil em criar histórias..Elas interagem com quem
está contando. Completam a narração, inventam detalhes e chegam a desviar para
outra idéia. Isso ocorre entre as series do Infantil V até a segunda do
Fundamental. Em meio a essas idades, em muitas escolas, é feito o lançamento de
um livro contendo os textos da própria criança. Trata-se do primeiro livro
escrito por ela. Os pais adoram. Os educadores vibram demais. Esse evento
emociona. Trata-se de uma linda solenidade, fortemente cultural e afetiva.
Os
educadores bem que poderiam aproveitar esse tradicional
evento para incluir em seus livros histórias criadas e contadas por elas
mesmas. Pode ser em texto ou contada por elas e a professora transcrevia.
Depois, selecionava as melhores histórias e seriam publicadas em um livro de
histórias infantis contadas pelas próprias crianças. A vantagem é que as
histórias seriam de crianças para crianças, sem preocupação de formá-las
adulto.
A
outra vantagem é que seria um grande laboratório para
captar as histórias infantis que realmente sejam de interesse das crianças. Os
escritores brasileiros teriam um grande acervo sobre o que as crianças pensam e
gostam. E mais ainda, estaríamos descobrindo e aperfeiçoando grandes talentos,
exímios escritores.
Quem
se habilita? Estamos no início do ano letivo. Dá tempo
planejar para lançar nas festas de fim de ano. No próximo dia 18 de Abril
teremos grandes debates, exposições e
comemorações em face do 18 DE ABRIL SER
O DIA NACIONAL DA LITERATURA INFANTIL. Ótima data para lançar o projeto.
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com
Livro Infantil é um mundo de fantasias em cada página
Achei simplesmente magnífico o
texto abaixo, escrito por Marcelo Brandão - Agência Brasil - 02/04/2013 - Brasília, DF
sobre a
literatura infantil. É gostoso de ler. Pode curtir.
Era uma
vez... É assim que tudo começa. São três palavras simples, mas quando estão
juntas abrem as portas para um mundo novo, imprevisível. O primeiro “era uma
vez” de uma criança normalmente é seguido de outros tantos. É uma viagem sem
volta. E realmente desse mundo fantástico ninguém quer voltar.
O
contato com livros infantis não tem idade mínima nem contraindicação. Estimula
a criatividade e mostra um infinito de possibilidades, não só na imaginação.
“Os livros de hoje incluem textura, relevo e o livro trabalha essa questão sensorial.
Hoje, as crianças têm muito mais oportunidades de serem estimuladas. Em um
livro você trabalha visão, tato e noção de profundidade em crianças muito
pequenas”, explica o neuropediatra Christian Müller.
Mas o
livro não é apenas para crianças que já sabem ler. Essa relação pode começar
muito antes, com benefícios que vão muito além da história. “A construção de
interpretação textual, utilizada na escola, começa na imaginação. E a
imaginação é despertada com os livros que os pais leem para suas crianças.
Importante também é o vínculo, que é estreitado quando os pais leem histórias
para seus filhos ”, diz Müller.
Hoje
(2), se comemora o Dia internacional do Livro Infantil, para lembrar que, há
208 anos, nasceu o dinamarquês Hans Christian Andersen. Muitos não conhecem
esse nome, mas certamente não se esquecem de suas obras: O Patinho Feio, O
Soldadinho de Chumbo, A Pequena Sereia e A Polegarzinha. A origem humilde do
escritor não impediu que criasse histórias que encantaram gerações por todo o
mundo. Na verdade, o contato com diferentes níveis sociais o ajudou a construir
o contraste percebido em várias de suas narrativas.
O
Brasil também tem seu “Hans Andersen”: José Bento Renato Monteiro Lobato. O dia
de seu nascimento, 18 de abril, foi adotado no país como o Dia Nacional do
Livro Infantil. Grande parte das histórias infantis de Monteiro Lobato é
ambientada no Sítio do Picapau Amarelo. O sítio transporta o leitor para um
Brasil rural, simples e inocente. Seus personagens, muitos deles crianças como
os próprios leitores, estimulam a fantasia e a imaginação em suas aventuras.
“De escrever para marmanjos já estou enjoado. Bichos sem graça. Mas para
crianças um livro é todo um mundo”, teria dito o escritor.
Nós
adultos, tão aborrecidos e anestesiados pelos afazeres que desabam sobre nossas
costas, muitas vezes esquecemos da época em que fomos piratas dos sete mares,
vivíamos em reinos encantados e conversávamos com astutos animais. Pobre é a
criança que tem pressa de crescer, porque muitos adultos dariam fortunas para
ser como ela por um dia que fosse.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Reflexão sobre a Páscoa
Muitas vezes, o que parece o fim
É apenas o começo.
No período que antecede os
feriados da Semana Santa é oportuno meditar sobre essa foto e a sua mensagem
escrita. Serve de aprendizado e encorajamento.
Realmente, quando Cristo foi
crucificado, para muitos era o fim de um grande movimento, inclusive por parte
de seus seguidores.
Na verdade, ali nascia a Igreja
Primitiva, que divulgaria os feitos de Cristo por toda a terra, completando
assim o plano de Deus.
Para cumprir essa missão, tanto
Cristo quanto os seus seguidores tiveram de enfrentar muitos desafios e grandes dificuldades.
Quando, pois, você estiver em uma
situação delicada, que pareça ser o fim de tudo, lembre-se que pode ser o
começo de uma nova caminhada. E lute para acontecer.
Para completar a centésima
matéria que postei no meu Blog, fiquei feliz em ser relacionado a Jesus Cristo,
o verbo que se fez carne, o Deus que se fez homem.
Trata-se da minha homenagem a
Jesus Cristo e aos seus seguidores.
Feliz Páscoa para todos. Cuidado
com os feriados. Não exagere.
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com
terça-feira, 26 de março de 2013
ENTENDENDO MELHOR
É bom ir mais a fundo na análise do caso FELICIANO E A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS. O Jornal O Povo na edição de 24 de março dedicou um bom espaço para esclarecer ao leitor. Selecionei dois textos por achar serem os mais importantes.
Leia. É importante. Entenda tudo.
DIREITOS
HUMANOS 24/03/2013
– Jornal OPOVO
O que a ascensão de Feliciano revela sobre o Brasil
e a política
Além
da ascensão política do radicalismo religioso, a indiferença da esquerda pelos
direitos humanos e o descompasso entre o Parlamento e a sociedade explicam a
eleição de Feliciano
O estardalhaço hoje instalado em torno da Comissão
de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados torna difícil
acreditar que, até o mês passado, o espaço passava de mão em mão entre partidos
desinteressados pelo assunto. Descartado até por quem sempre teve o tema como
bandeira, a presidência precisou cair no colo de um pastor de ideias
fundamentalistas para voltar aos holofotes. Mais que costura de bastidores, a
chegada de Marco Feliciano (PSC-SP) ao controle da CDHM é reveladora da nova
cara do poder e da sociedade brasileira.
Destaca-se nessa realidade o fortalecimento de
setores religiosos de postura controversa, que se inserem no controle de pautas
até então dominadas por segmentos mais progressistas. Para além de discursos na
tribuna, essa bancada passa a centrar fogo nas comissões que tocam em assuntos
sensíveis às igrejas, sobretudo as neopentecostais, embora a abordagem incomode
mesmo segmentos evangélicos.
Forças de orientação mais religiosa que política
que cresceram, organizaram-se institucionalmente e se interessaram por novos
espaços, mas cuja ocupação de desses postos de destaque só ocorreu devido a uma
esquerda que, no poder institucional, trocou antigas bandeiras pela
governabilidade. Para que o PSC assumisse o controle da Comissão de Direitos
Humanos e Minorias, foi necessário que segmentos historicamente ligados à pauta
dos direitos humanos deixassem o tema em segundo plano. Sobretudo o PT.
Outras prioridades
Mesmo indicando três dos 21 presidentes de comissões, o partido
priorizou neste ano as áreas de Constituição e Justiça, Seguridade Social e
Relações Exteriores - todos ligados diretamente à estabilidade do governo Dilma
Rousseff no Congresso Nacional. “Algumas dessas comissões iriam para o PSDB
(maior partido da oposição), o que seria um problema”, diz o líder do PT na
Casa, o deputado cearense José Guimarães. No passado, petistas de alto
prestígio dentro do partido, como os ex-ministros Nilmário Miranda e Iriny
Lopes, comandaram o colegiado.
Outros segmentos que também costumavam dar
prioridade à temática, como PCdoB e PDT, também abriram mão da posição ao
optarem pelos colegiados relacionados a outros temas. Como ninguém mais se
interessou, a indicação acabou sobrando para o PSC.
Para além do poder institucional
O descaso que forças partidárias passaram a dispensar ao assunto no
Congresso não condiz com a importância que os diversos temas agrupados sob o
guarda-chuva de direitos humanos mantêm na sociedade. Nas muitas manifestações
que seguiram à indicação do PSC, quem antes era grupo representado passou a
questionar os representantes. Reflexo do descolamento entre políticos eleitos e
aqueles em cujos nomes deveriam falar.
“A comissão foi posta de lado, mas os direitos
humanos não perderam importância. A intensa repercussão contra o Feliciano
provou isso”, afirmou ao O POVO Domingos Dutra (PT-MA),
antecessor de Feliciano na comissão.
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PROTESTOS 24/03/2013 – Jornal OPOVO
O Brasil que reagiu ao
pastor Feliciano
Em plataformas virtuais e também no mundo
real, manifestações que partiram desde movimentos sociais até a apresentadora
Xuxa colocam o Legislativo contra a parede
Entre os desdobramentos que eclodiram após a
eleição de Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos e
Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, destaca-se a revelação de um Brasil
que não aceitou a escolha que veio de cima. Sem dar trégua desde o dia da
divisão das comissões, as muitas manifestações contra a posse do pastor
travaram a pauta da CDHM e colocaram pressão sobre as maiores lideranças do
Congresso Nacional.
Mais do que mostra de insatisfação com os
rumos da comissão, as manifestações deixaram claro que o descaso com que a
maioria dos partidos tratou a CDHM não condiz com a relevância dos temas em
discussão no colegiado. A revolta atingiu desde movimentos sociais organizados
à apresentadora Xuxa, que protestou pelo Facebook. As redes sociais, a
propósito, têm sido o principal canal de indignação, mas as reações não ficaram
restritas ao mundo virtual.
Na última quarta-feira, 20, Feliciano abriu
sessão do colegiado sob vaias de manifestantes que lotavam as galerias da
Câmara. Incapaz de dar prosseguimento à pauta dos trabalhos, o deputado
abandonou a sala oito minutos após a abertura da reunião.
A pauta da sessão era debate sobre os
direitos de portadores de transtorno mental. Porém, após quase 30 minutos de
bate boca, a reunião foi encerrada sem qualquer discussão sobre o tema.
A situação colocou sob pressão o presidente
da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que teria pedido que
o PSC repensasse a indicação de Feliciano para o colegiado. Segundo Alves, que
deu prazo para até a terça-feira, a situação do parlamentar na CDHM estaria
“insustentável”.
Marco Feliciano, por outro lado, afirmou na última
quinta-feira, 21, em entrevista a rádio do Grupo Estado, que não deverá
renunciar “de maneira nenhuma” a presidência da comissão.
Frente Parlamentar
Apoiado pela repercussão
popular do caso, grupo de deputados criou a Frente Parlamentar em defesa dos
Direitos Humanos. A ideia é criar alternativa à CDHM no debate sobre os
direitos humanos na Câmara, que estaria, segundo os parlamentares contrários à
indicação de Feliciano, “inviabilizado” na comissão oficial. A proposta recebeu
adesão inclusive de líderes partidários na Câmara, o que não costuma acontecer
em frentes parlamentares do Congresso. (Carlos Mazza)
E agora
ENTENDA A NOTÍCIA
Sob pressão de movimentos populares, o
presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), deu prazo de até terça-feira,
26, para que o PSC resolva o impasse na CDHM. Feliciano, no entanto, afirma que
não irá renunciar.
A ELITE CIENTISTA ACABA ENCONTRANDO DEUS.
A busca frenética do homem pela descoberta da origem do universo e dos
mistérios que envolvem o funcionamento do cérebro humano acaba encontrando a
resposta mais precisa – DEUS! Não se trata de fanatismo religioso. A opinião é
com base nas conclusões parciais divulgadas até então.
Desde a adolescência leio a Bíblia. Sempre o fiz de forma equilibrada
querendo entender o porquê de cada palavra, texto ou fato. Andavam juntos os
meus questionamentos e meu respeito a Deus. Percebi que Ele abria espaço para
esse tipo de conduta do ser humano. Não desejava ser bobo e nem prepotente.
Respeitava o Ser Superior, Criador do Universo. Mesmo assim, continuava com os
meus questionamentos. Aprendi muito. Não comporta narrar todas, mas eis
algumas.
Não se irritar, evitar permanecer com a ira, pensar no que é puro e perfeito, perdoar,
compreender, amar, evitar ódio, rancor, ciúme, inveja, perseguição e tantas
outras eram recomendações para o viver bem e ser feliz. Depois a psicologia
descobriu a mesma coisa e passou a recomendar também aos pacientes. Antes, só
os religiosos assim faziam. Que bom!
Onde a pessoa estivesse Deus saberia, não importando o lugar. Era complicado entender
isso. Passei muitos anos acreditando pela fé e o respeito a Deus. Com as
descobertas científicas o GPS foi produzido. Essa localização tornou-se normal.
Até objetos, podem sem localizados. Basta ter um chip.
Haveria um livro que registrava todas as coisas. Cada ser humano tinha a sua anotação.
Como era difícil aceitar isso! Passei longos anos sem entender, mas não tinha
como desconsiderar esse texto bíblico. Com o advento da informática foi fácil
entender. Hoje, com o nosso CPF o Sistema Tributário sabe tudo sobre nossos
gastos. As empresas rasteiam tudo que consumimos e com isso traçam o nosso
perfil. Está tudo sob controle. Ai entendi. Deus é mais do que o maior
computador do mundo.
O nosso corpo é o Templo do Espírito Santo. Deus habita em nós e não nas coisas. Tai
outra informação difícil de ser entendida. Mas, aceitava, mesmo questionando o
como isso poderia ocorrer. Depois, os homens resolveram descobrir tudo sobre o célebro.
Perceberam, até agora, que há um espaço nele de difícil identificação e já
atribuem que pode ser o sentimento religioso onde pode atuar um ser superior.
Ai entendi que Deus pode atuar sim dentro da criatura humana. Por enquanto é
só. Entendo que a ciência não anula Deus. Ela pode, inclusive, confirmar a
existência Dele.
Por fim, um dado interessante. A Agência Espacial Européia, mas que tem forte
participação da Nasa, acaba de divulgar um relatório trazendo revelações sobre a origem do Cosmos. Três delas
merecem ser destacadas: a) o Universo é mais velho do que se pensava; b)
confirma que houve realmente uma acelerada transformação após o Big Bang, mas apesar
da matéria ser aparentemente de forma aleatória, ela não é totalmente a esmo;
c) continua um enigma a existência da “energia escura”, que exerce gravidade,
mas não interage com a luz.
Como diz o título acima, a elite cientista acaba descobrindo a atuação
de Deus no Universo e no ser Humano, através do Cosmo ou do celebro do homem.
José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
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segunda-feira, 25 de março de 2013
”HÁ RAZÕES PARA IGNORAR A LITERATURA INFANTIL”
Transcrevo, na íntegra,
importante matéria sobre a Literatura Infantil, por conter a opinião de quem se
especializou no assunto e por ser oportuna, vez que estamos prestes a comemorar
o Dia Nacional da Literatura Infantil, 18 de Abril. Bom proveito.
EDITORIAIS
`Há razões para ignorar a literatura infantil`, diz escritor espanhol
ARYANE CARARO - O ESTADO DE SÃO PAULO - 07/03/2013 - SÃO PAULO, SP
BOGOTÁ - A literatura infantil é uma literatura de segunda classe? A pergunta por si só já soa polêmica, mas a resposta do escritor espanhol Gonzalo Moure pôs fogo nesta discussão nesta quinta-feira, 7, durante o 2.º Congresso Iberoamericano de Língua e Literatura Infantojuvenil (Cilelij), realizado pela Fundação SM na Colômbia até sábado, 9. “Há, de fato, razões para ignorá-la ou marginalizá-la. Eles têm razão para não nos enxergar, pelas nossas próprias limitações. Somos como pássaros dentro de gaiolas.” E as grades são a concepção de que um livro infantil tem de servir para educar, para formar, para prevenir. Elas fizeram com que a literatura infantojuvenil, segundo ele, não progredisse nos últimos dez anos.
Para Moure, há dois tipos de escritores hoje: os que escrevem com mais vontade de
ensinar e os que querem fazer literatura. Ainda assim, entre esses dois há muita intenção moralizante, quando não função pedagógica. O que está acontecendo, segundo o escritor, é que não há uma preocupação em formar “pessoinhas”, mas, sim, de formá-las à nossa maneira. E, assim, “não estamos sendo sinceros com elas”, defende Moure.
“Na vida cotidiana, poucas vezes somos capazes de nos dirigir às crianças de forma
horizontal sem tentar ensinar. A literatura infantil não é infantil nunca e a juvenil poucas vezes é juvenil. São os adultos, possuidores de valores humanos e humanísticos firmes, que escrevem para eles e este “para” é o pecado original da literatura infantojuvenil.” Isso se reflete em obras literárias de cunho pedagógico, com livros destinados à prevenção e que não abordam assuntos considerados tabus, como sexo e religião.
“O editor, disfarçadamente ou conscientemente, publica livros que tenham essa
qualidade. E o escritor se submete a essa exigência.” É isso o que faz com que a literatura infantojuvenil seja vista ou classificada como um subgênero literário, explica ele. Segundo Moure, o mundo é ainda muito polarizado nos livros para crianças e jovens, o bem versus o mal está sempre presente nesse tipo de escrita. “Se ela não se desprender do maniqueísmo imperante, será sempre um subgênero.”
Outro problema apontado por ele é que, nas últimas três décadas, houve
e ainda há uma tendência realista predominante na literatura infantojuvenil. “Isso não tem de ser a única oferta para as crianças. Sinto que nós, escritores, estamos estancados. Não progredimos na última década.” Para ele, os textos literários ficaram todos muito iguais, na forma de abordagem e nos assuntos. “Precisamos de algum ponto de ruptura”, continua. E este ponto passa, segundo ele, pela entrada de novos autores no circuito editorial. “Quero ver vozes novas que não repetem o que já foi escrito, o que minha geração já fez. Quero encontrar algo que me surpreenda, que escandalize. E isso não tem nada a ver com sexo.”
O que seria, então, a verdadeira literatura? “A verdadeira literatura não
responde a nada nem a ninguém. Ela recria o mundo sem se importar se o resultado final é correto ou incorreto.” Moure deixa claro que não há receitas ou fórmulas, apenas acredita que a literatura infantojuvenil não deva ter nenhuma obrigação, como qualquer outro gênero literário. Ela tem de ter apenas qualidade e liberdade. Ele diz, por exemplo, que não pede nada da literatura, só que ela o agrade, que o emocione. “Devemos ensinar a perguntar e não ensinar o que já sabemos. A revolução na educação e na literatura vai se dar por aí.”
* A jornalista viajou a convite de Edições SM Brasil
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