Boas vindas

O objetivo principal deste blog é edificar vidas.

Os artigos e informações aqui contidas visam tão somente tornar as pessoas mais conscientes de si; seguras na busca do entendimento sobre o mundo, os fatos, as pessoas; acreditem mais na construção de um mundo melhor e na beleza da criatura humana. Bom proveito !

Google Translator

domingo, 24 de junho de 2012

A PESSOA DO GOVERNADOR CID


     Conhecer uma pessoa e identificar o seu perfil, historicamente exigia muita aproximação. Depois, novas formas surgiram e já não é tão necessário a tal da convivência. Pode ser analisando os critérios que ela adota para definir com quem prefere andar; o modo de administrar o seu orçamento pessoal; a maneira de se relacionar com as pessoas; a postura ética; os posicionamentos diante dos problemas; a sua ideologia; sua fala; seus escritos; sua maneira de agir, de se vestir, de cuidar do seu corpo; o seu desempenho profissional, o grau de compromisso consigo próprio e com o outro. Hoje, cientificamente, já se pode definir alguém, apenas pela letra. É impressionante como a nossa letra diz tanto sobre como somos. 

A facilidade de entender o outro, apenas pela percepção obtida, até mesmo em um simples encontro, foi muito forte na pessoa de Jesus. Ele rapidamente interagia e entendia a fragilidade ou a dificuldade da pessoa. Ele logo percebeu a sinceridade e o apego aos bens por parte do moço rico; o sofrimento e angústia da mulher adúltera; a fé e o arrependimento do cobrador de impostos; a hipocrisia e a maldade dos líderes religiosos e tantos outros. Existem muito mais critérios para se conhecer melhor uma pessoa, mas os que já foram ditos são suficientes para entender o comentário que faço a seguir sobre a pessoa do nosso Governador Cid Gomes.

Não o conheço muito, mas sei bastante sobre ele. Por força, talvez, da minha formação em direito e pedagogia, somado à minha bagagem genética, desde cedo, costumo analisar o procedimento das pessoas. Considero-me um observador dos fatos sociais e das atitudes humanas. Por esta razão, fico a vontade para falar sobre a pessoa do Governador Cid Gomes, pois venho analisado a sua maneira de ser como homem público, desde Deputado, Prefeito e Governador.

O que me levou a produzir esse artigo foi a falta de menção honrosa ao que ele tem feito e as duras críticas às sua falhas. O caso mais recente foi emblemático. Aconteceu no período da inauguração da Rodovia 040, da parte que completa a pista dupla até Beberibe. A obra é algo maravilhoso. Tasso e Ciro fizeram a parte inicial e Cid continuou, devendo concluir até Aracati. Quem trafega por aquela banda sabe muito bem os benefícios da obra. Tranqüilidade para as famílias e segurança para os que trafegam. Pois bem, logo após a inauguração, nada de menção honrosa, nada mesmo. Quanto às críticas, ai sim, vieram de montão, variando do excesso(?) de foto censor à falta de detalhes para poder ser inaugurada. Não sou contra as críticas. Elas são necessárias e temos que respeitá-las. Mas, condeno a falta de menção positiva ao que foi feito. O Governo teve de produzir muitos anúncios para poder registrar a beleza do feito. Atente, pois, com independência e respeito, para o que tenho a dizer sobre a pessoa do Governador Cid Gomes.

1- É extremamente trabalhador e obstinado pelo que faz. Visita as obras e empreendimentos de sua administração, exigindo desempenho e compromisso com o cronograma. Acorda cedo, não pára durante o dia e dorme tarde. A mídia registra esse estilo do Governador.
2- Demonstra preocupação com a educação. Quando Prefeito de Sobral realizou um excelente trabalho. Os resultados logo surgiram. Sobral hoje é uma referência em educação. Está tentando conseguir o mesmo no Estado.
3- Planeja com visão de futuro e tem pressa em realizar o que planejou. O Castelão e o Centro de Eventos são bons exemplos.
4- Tem uma sólida educação financeira. Equilibra com maestria receita e despesa. A prova maior é a solidez financeira do Estado.
5- Prima pelo bom relacionamento com as pessoas. Respeita os compromissos que assume. Sofreu até o fim para tentar manter a aliança com a Prefeita.
6- É sentimental. Fica chateado quando as coisas não vão bem. É o que se percebe na opinião dos comentaristas políticos. Suas crises de enxaqueca são conseqüência desse sentimento.
7- Valoriza a sua família. Está sempre presente nas atividades da escola de seus filhos. As escolas de seus filhos podem testemunhar essa virtude.
8- Transmite sinceridade nas declarações que faz, mesmo que não agrade às pessoas. Duas provas contundentes: a) quando o índice de acidente no trânsito, durante um longo fim de semana foi alto, ele comentou em entrevista – “todos focam nas estradas e no policiamento, mas ninguém comentou a irresponsabilidade dos que vinha dirigindo com 160, 180 e até 220 km por hora”; b) na questão de consumo de droga, ele foi taxativo – “é bom não esquecer também a responsabilidade dos pais”.
9- Seus interesses como homem público estão voltados para a coisa pública. Isso está presente em toda a sua trajetória política.
10- Mesmo sendo político, prima pela honestidade e probidade administrativa. A maior prova está em seu patrimônio pessoal e na aprovação de todas as suas contas, como Prefeito, Presidente da Assembléia Legislativa e Governador.
11- Reconhece as suas fragilidades. Não esconde a sua dificuldade de deixar de fumar.
12- É durão e às vezes se excede. Verifiquei esse detalhe pelos jornalistas que registraram em suas matérias, essa maneira de ser do Governador.
13- Apesar do poder que desfruta, não demonstra arrogância, evitando sempre insultar, diminuir ou agredir as pessoas. É o que percebemos em suas entrevistas e pronunciamentos. Termino aqui no 13, em respeito ao longo namoro que manteve com o PT.

É essa aminha opinião sobre a pessoa do Governador Cid Gomes. Respeito quem pensa diferente, mas, a bem da verdade e por questão de justiça, achei por bem enfatizar o que ele fez de bom e como tem sido a sua postura no desempenho de seu madato.

Por fim, não custa nada lembrar que não dependo do governo, não sou candidato a nenhum cargo e não sou amigo particular do Governador Cid Gomes. O que estou fazendo é apenas por questão de admiração à sua pessoa. E por ser um cearense nascido e criado aqui e que tem uma forte paixão e admiração pela história e pelo jeito de ser do povo cearense.


José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

quinta-feira, 14 de junho de 2012

O NAMORO NA EDUCAÇÃO


Ninguém pode negar a preciosidade do namoro. É lindo ver uma pessoa apaixonada. Ela se torna irradiante! A vida parece que fica mais leve e o mundo mais encantador. Admiro muito, e curto bastante, quando vejo um casal de namorados. Pode ser na família, na escola, na igreja, no trabalho, na rua...,não interessa, sempre tem a minha admiração. Pode ser também, de qualquer idade. Bem no início da adolescência, no começo da juventude, na vida jovem, adulta e até mesmo na famosa idade de ouro. Não faz diferença, o fato é que a cena me encanta. Amar é algo extraordinário. É fundamental no relacionamento humano. É a essência da vida cristã. Claro, desde que seja não fingido e conduzido com respeito à pessoa, aos valores e princípios morais e éticos.
Por isso, quando diretor de colégio e de faculdade, sempre fui simpático com o namoro. Só exigia conduta adequada ao ambiente. As recomendações eram bem recebidas e acatadas pelas famílias e pelos próprios apaixonados. Poucos eram os problemas e mesmo assim, logo resolvidos. Sempre deixei claro que o local exigia conduta respeitosa e compatível com o ambiente. Era necessário práticas e costumes adequados aos padrões éticos e morais da família e da comunidade escolar. Mesmo assim, houve excessos, mas o conceito de decência acabava vencendo. Isso exigia muito cuidado, mas não é complicado. Basta procurar manter uma convivência sincera, que dê espaço ao diálogo permanente, um acerto e ajuste constante.
Se o namoro envolvesse professor(a)/aluno(a), o meu rigor era maior. Inclusive chegava a proibir. A tese era de que o profissional tinha o mundo inteiro para namorar e não devia escolher exatamente pessoa da escola que ele trabalhava. Mas, se a paixão era grande e tinha a anuências dos pais, a situação era aceitável, com algumas restrições. Não tive muito problema. Inclusive, certa vez, um coordenador discordou da minha linha de conduta. Logo abri mão quando ele me explicou a seriedade do namoro e a aquiescência dos pais. Respeitei o direito dele de se apaixonar por uma aluna. Conheço muitos casais de ex-aluna com ex-professor. Conheço também muitos casais de pessoas que eram colegas de classe ou de escola. O fato é que eu permitia e regulava “o seu funcionamento”. Aumentava o trabalho, mas, em compensação, formava uma consciência sobre conceitos e valores indispensáveis no relacionamento.
Entendo que a família e a escola não devam ser omissas e nem intransigentes. O namoro é lindo, regular é preciso. Basta ter coragem de ser educador. E pedir que Deus nos ajude.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

quinta-feira, 31 de maio de 2012

GENTILEZAS PARA SE APAIXONAR PELO LUGAR ONDE VIVE


Ao ler o Jornal O Povo de hoje, 31.05.2012, deparei-me com uma matéria que me chamou a atenção e me encantou. O objetivo dessa matéria é destacar práticas que ajudem a tornar Fortaleza uma cidade melhor de se conviver. Foi produzida pela Jornalista Ana Mary C. Cavalcante. A minha intenção em reproduzir a matéria neste blog é incentivar você a se engajar nessas práticas. Lendo, você entenderá melhor a beleza da iniciativa. Bom proveito.


Para se apaixonar pelo lugar onde vive
O grupo Consciência Limpa, que reúne voluntários pelo Facebook, fez um acordo com a natureza: todos limpam a praia, e ela continua viva por muitas e muitas gerações

Para os moços, ou melhor, para aqueles que acreditam, mudar o mundo é mais simples do que se imagina. Basta um dia domingo, um saco plástico, luvas e – principalmente - ação. E não importa o quão enorme o mundo seja, pode-se mudá-lo aos poucos, pelas beiradas. Assim provam os voluntários do grupo Consciência Limpa, mês a mês.

O grupo arregimenta voluntários pelo Facebook e vai além do virtual ao se dispor a limpar praias e parques de Fortaleza. As mãos que catam a sujeira jogada no caminho ofertam delicadeza à metrópole – quase sempre maltratada. A ideia forma consciências há dois meses e, até o fechamento desta matéria, contava 274 membros na rede social.

A turma do Consciência Limpa iniciou a ação em abril passado, com a limpeza do trecho de areia entre o Náutico Atlético Cearense e a estátua de Iracema. No último dia 6, os voluntários aportaram entre as barracas da Praia do Futuro. E assim vão, também pelos parques da cidade, na manhã do primeiro domingo de cada mês.

O idealizador do grupo quer alcançar, ainda este ano, o Parque do Cocó e a praia da Leste-Oeste. Além de uma vaga na universidade. Sim, o coordenador do Consciência Limpa é bem jovem (tem 17 anos) e garante que concilia os estudos, o trabalho como modelo e o cuidado com o mundo. “Só precisa ter vontade”, afirma Lucas Moreira Victor que, desde os 13 anos, tem uma segunda identidade: a de protetor dos animais, reconhecida pela União Internacional Protetora dos Animais (Uipa).

Esse “gene” ambientalista se desgarrou da hereditariedade, não tem nada a ver com exemplos de pais alternativos. “Eu acordei, de uma hora pra outra, e disse: ‘Vamos ser útil, né?’”, contrapõe Lucas.

Ele “pescou” a iniciativa de projetos como o Praia Limpa, desenvolvido no Rio de Janeiro, e postou no Facebook. Muitos curtiram: inclusive, um senhor de 60 anos, duas senhoras que aproveitavam o domingo de praia e se juntaram ao mutirão, os surfistas, um rapaz da Bélgica... “Divulgo na internet e vai quem quer”, convida.

A ação tem a ver com todos. “Nosso objetivo principal não é só limpar a praia, é a conscientização. E nossa maneira de conscientizar é agir”, costura Lucas. “Acredito muito nas pessoas. E o que tem que mudar é a consciência”, completa o estudante.

Nesse sentido, o grupo direciona o alvo para as novas gerações. “O jovem é um formador de opinião e faz as grandes revoluções da sociedade”, defende João Pedro Gurgel, 18, estudante de Engenharia de Energias e Meio Ambiente na Universidade Federal do Ceará. João entrou para a turma do Consciência Limpa pelo Facebook, justamente, porque “parte de uma atitude jovem, de pessoas que têm compromissos”.

Além disso, soma João, “o movimento é muito bacana porque você conhece gente de diversas áreas. E a gente pode ter várias visões do assunto meio ambiente”. A cidade também vai se mostrando diferente, pela união de cada um. “Praia é um contato muito legal com a natureza. Que esse ambiente seja conservado e que meus filhos tenham a oportunidade de conhecer a Fortaleza bonita”, projeta João Pedro.

É nesse ponto que a ação quer chegar. Em um futuro mais próximo e mais pleno, onde – como reinventa a canção – “areja um vento bom”. Para João Pedro, que considera Fortaleza ainda charmosa, “a gente pode melhorar muita coisa e se apaixonar mais pelo local onde vive... E é como diz aquela frase: ‘Meu trabalho é uma gota no oceano, mas, sem ele, o oceano seria menor’”.

A delicadeza, por si, aproxima. “Saber que contribuiu para a sociedade e para a qualidade de vida das pessoas é muito gratificante. Isso até serve para a pessoa se sentir mais próxima do lugar”, conclui o universitário.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

MEU PEDIDO DE DESCULPA À XUXA


Por tendência genética ou adquirida, tenho natural inclinação para analisar a conduta humana. Com a minha formação acadêmica em Direito e Pedagogia, essa prática ficou mais acentuada ainda. Sou, pois, por natureza e por formação, um observador dos atos e fatos do cotidiano. E faço isso com muita seriedade e respeito, pois adoro a vida e acredito muito no potencial humano. Amo e admiro demais a criatura humana.
Já escrevi muito sobre celebridades, destacando o lado bom e exemplar de algumas delas, sempre tomando por base as suas atitudes. Mas, nunca mencionei a Xuxa, mesmo que a achasse competente, muito responsável, criteriosa e exigente no que faz, além de ser uma excelente artista, dotada de um semblante e corpo extremamente lindos. É que eu não entendia bem a relação dela com o pai e nem a sua decisão com relação ao seu projeto de ter filhos. Achava estranha essa forma de planejar a formação e o crescimento da família. Todavia, nunca externei ou critiquei. Respeitei a sua decisão. Era um direito dela. Não competia a ninguém interferir nessa questão tão nobre, delicada e extremamente íntima. Pensando assim, foi que guardei no meu interior as minhas deduções sobre a atitude dela. Ficou na minha subjetividade.
Agora, bem recente, a Xuxa numa entrevista no Fantástico, torna público o seu sofrimento na infância e adolescência, período em que foi abusada  sexualmente. E o pior, por um grande “amigo” do pai, pelo namorado da avó e por um professor. Meu Deus!!!
Diante dessa confissão, fiquei pensando no modo errado que analisei a sua maneira de administrar a própria vida familiar. Aprendi, mais ainda, que devemos sempre, sempre, respeitar as decisões pessoais. Elas são tomadas por motivos que, muitas vezes, não são do nosso conhecimento. Têm seus motivos para agir dessa ou daquela forma. Constatei que errei, e por isso peço desculpa à Xuxa, por tê-la rebaixado, mesmo que só no meu íntimo, na minha classificação de ser humano, sem conhecer os reais motivos de suas atitudes.
Aproveito para dizer que a atitude da Xuxa, em revelar algo tão pessoal, foi de extrema coragem. Não é fácil, mas ela fez. E a fez apenas visando encorajar as crianças a enfrentar problemas semelhantes e alertar as mães, no sentido de que olhe, escute e acredite no que a criança está dizendo ou enfrentando. Ela atingiu o seu objetivo, pois nos dias seguintes o Disque Denúncia recebeu mais de 220 mil ligações. Que benção! A campanha de acompanhamento e combate a exploração sexual da criança e adolescente tomou novo impulso. Acredito que a Xuxa foi usada por Deus para ajudar a suavizar o sofrimento da criança vítima de exploração sexual. Digo isso porque Deus sempre demonstrou e incentivou grande amor as crianças e respeito por elas. Na Bíblia, há fartura de textos nesse sentido.
Por essa atitude, a Xuxa, para mim, cresceu, e muito, na condição de criatura humana. Passei a admirá-la como pessoa. Ela deve ter suas falhas, como todos nós as temos. Mas, a sua revelação justifica muito de suas ações e enobrece a sua pessoa. Por isso parabenizo a Xuxa por sua atitude e peço desculpas pelo conceito errado que alimentei no meu interior sobre a sua pessoa, por algum tempo.



José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

quarta-feira, 16 de maio de 2012

OLHAI PARA OS LÍRIOS DO CAMPO.



“Olhai para os lírios do campo, como eles crescem; não trabalham nem fiam, 
E eu vos digo que nem mesmo Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles.  A simplicidade desse texto é impressionante. Traz lições grandiosas. Envolve a figura extremamente simples de uma plantinha que produz flores lindíssimas, de cores variadas. Faz parte (Mateus 6:28) do famoso Sermão da Montanha, proferido pelo Mestre dos Mestres, Jesus.
Sabiamente foi utilizada a forma imperativa: olhai! Ecoa como uma chamada à percepção da beleza das atitudes simples. Isso, diante de um mundo cada vez mais sofisticado e complexo, significa um contra ponto na maneira como temos percebido a vida. Trata-se, pois, de uma ordem, em forma de uma advertência. Cumpre-nos, pois, simplesmente, segui-la.
Em educação essa postura é fundamental. Podemos tirar grandes lições do cotidiano. Selecionei as mais recentes. Em todas elas estavam embutidas grandes lições. Eis algumas, para a sua apreciação. Olhai para elas com percepção e carinho.
Olhai para o Bruno. Ele presenciou um senhor caindo da bicicleta e postar-se no chão, sangrando muito. Parou, cuidou dele e o conduziu a um hospital. Não sabia de quem se tratava. Só depois, descobriu ser uma autoridade.
Olhai para uma senhora que estava no restaurante e viu quando uma mãe partiu para agredir com palavras a pessoa que tomava conta dos brinquedos. O incidente foi por conta da censura ao comportamento de seus filhos. Essa humilhante cena durou muito. Até que a senhora resolveu defender a colaboradora, mostrando que a advertência deveria ser aos seus filhos. Eles, sim, estavam humilhando a colaboradora. Revidou com veemência a atitude grosseira dessa mãe e mostrou seus erros na educação dos filhos. Que coragem e como fez com sabedoria.
Olhai para uma jovem aluna de colégio classe A. Ela estava indo apressada, em direção a sua sala de aula, quando uma zeladora com as mãos ocupadas deixou o cabo da vassoura cair para o lado, atrapalhando a passagem. Essa jovem, mesmo estando atrasada, teve a iniciativa de se aproximar, parou e levantou a vassoura. Continuou apressada, para não perder a aula. Fiquei encantado com essa atitude. Adorei presenciar a sena!
Olhai para uma senhora distribuindo comida aos gatos, na praça que eu faço as minhas caminhadas. Ela tem o costume de fazer isso todos os dias. Fiquei pensando e conclui que essa pessoa era uma mulher virtuosa. Que lição!
Olhai para a crescente troca de gentileza no trânsito. Antes, quase não havia. Hoje, na maioria dos casos, a pessoa beneficiada, gentilmente, agradece com o dedo polegar para cima, com uma pequena buzinada ou baixando o vidro e acena agradecendo. Recentemente, aprendi mais uma maneira de agradecer a gentileza no trânsito. O carro que atendi permaneceu na minha frente. A pessoa então deu um pisca alerta bem rápido e parou. Adorei a criatividade!
Olhai para os lírios do campo. Olhai para “os lírios” da vida urbana.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

segunda-feira, 30 de abril de 2012

UMA REVELAÇÃO MUITO PESSOAL


Segundo o sábio Salomão, há tempo para tudo sobre a face da terra. E eu sinto que o meu tempo agora é de tirar o pé do acelerador. O corre-corre da vida exige velocidade e eu sempre correspondi a essa exigência. Porém, no meu tempo atual, preciso diminuir essa correria. Não vai ser necessário parar, apenas manter o ritmo na velocidade regulamentada pela vida entre 40, 60 ou 80 km, dependendo das circunstâncias. É como se o meu corpo estivesse pedindo para ser melhor dirigido. Nas minhas reflexões e nos meus momentos de silêncio, consegui entender o meu corpo e ouvi claramente a sua meiga e humilde voz. Tomei o propósito de atender esse clamor, mas não tem sido fácil. Ainda bem que descobri não ser impossível. Para tanto, basta ter sabedoria na administração do tempo e disciplina para seguir.
É o que venho, há tempo, tentado fazer. Porém, sempre tenho me deparado com dificuldades, pois os desafios são grandes. A vida moderna, aliás, pós-moderna, impõe muitas exigências, dentre elas, algumas que podemos relegar sem maiores prejuízos e outras que o não atendimento trará conseqüências das mais perigosas ou mesmo fatais.  Nestas, destaco a saúde, a convivência conjugal e familiar, a espiritualidade e a renda pessoal. Destes, tenho sido vitorioso na conivência conjugal, familiar e na espiritualidade. Já quanto à renda e a saúde, apesar do relativo êxito obtido até agora, ainda exigem cuidados. Esta é a razão da minha decisão de, progressivamente, ir me afastando de algumas instituições, que atuo como voluntário.
Dentre elas, o precioso Tribunal de Ética e Disciplina – TED, da OAB. Não foi fácil tomar essa decisão. Desejava ser mais útil a nossa OAB, através do TED. Mas, nos últimos anos, tenho encontrado dificuldade de estar presente e de pesquisar, a fundo, os processos para dar um Parecer que faça justiça, pois não me contento apenas em justificar o voto. Prefiro ir além, até encontrar as verdadeiras razões para opinar, com segurança, sobre a procedência ou não da representação. Isso tudo exige tempo livre, o que realmente não tenho.
Duas outras instituições eu tive também de deixar. Uma, é a CNEC, entidade sem fins lucrativos, que atua na área educacional. A outra é o Lar de Crianças Davis que abriga filhos de detentos, sem família estruturada para acolhê-los. Assim, pedi o meu desligamento dos trabalhos voluntários sistemáticos que eu realizava nessas instituições. Continuarei apenas realizando eventuais trabalhos voluntários, da forma como eu sempre me dispus a fazer.
Para dar uma idéia da imperiosa necessidade de administrar melhor o meu tempo, segue uma pequena demonstração: a) preciso dormir, impreterivelmente, entre oito e nove horas por dia; b) tenho que, diariamente, fazer as minhas refeições, com espaço entre elas, no mínimo, de três a quatro horas; c) essas refeições têm de ser saudáveis, portanto, devo evitar refeições fora de casa; d) é importante caminhar 30min diariamente ou 1h em dias alternados; e) não posso deixar de reservar, pelo menos, duas horas por dia para leitura; f) tenho que disponibilizar, em média, três a quatro horas por dia para produzir petições, artigos, orientações aos clientes e responder e-mails profissionais; g) o trabalho que desenvolvo, exige visitas e encontros, fora as audiências, o que ocupam um bom espaço de tempo; h) é precioso deixar espaço para lazer, meditação e relacionamentos. Para atender essa demanda de tempo, fui obrigado a diminuir o trabalho voluntário e racional o meu trabalho profissional.
Hoje, 30 de abril, completo exatamente os meus 66 anos de existência. Desejo viver por muito tempo. Preciso, pois, cuidar bem da minha saúde. Sem ela, nada tem valor. Ao longo dos últimos 10 anos, já tive AVC por três vezes. As seqüelas não foram muito graves, Graças a Deus, pois todos eles foram AVC isquêmico, que é um dos mais simples. Não quero correr o risco de ter mais um. Pode ser que, caso haja o próximo, eu não tenha a mesma sorte dos anteriores. Adoro a vida, o mundo e as pessoas. Desejo ficar por mais tempo nessa terrinha.
Essa revelação foi postada, com a única intenção de ajudar àqueles que têm idade próxima da minha e que, de uma forma ou de outra, já sentem a necessidade de diminuir um pouco o seu ritmo de vida.
É destinada também aos mais novos e aos muito mais novos. Eles precisam, desde cedo, despertar para a necessidade de administrar bem o seu tempo. E isso exige reflexão e constante reposicionamento, até encontrar a melhor forma de viver. qual seja, conciliar bem o sucesso profissional com o ser bem sucedido na família e no relacionamento com Deus.



José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

quinta-feira, 19 de abril de 2012

MEU DIREITO DE SER HETEROSSEXUAL!


        Essa afirmação, aparentemente desnecessária, e até certo ponto deveria ser, vem a propósito das transformações tão velozes que o mundo passa, alterando os usos e costumes de tal modo, que às vezes nos confundimos. Fruto da evolução do pensamento humano, a sociedade amadureceu muito. Isso é bom, bom mesmo. Não podia continuar retrógrada, por isso foi alterando as suas práticas, os seus conceitos, para acompanhar as grandes mudanças sociais, o novo tempo. Como toda mudança, há estranheza sobre o novo, provocando reações, desentendimento e, às vezes, até conflitos. Já escrevi neste blog sobre conflitos e inquietações diante de outros comportamentos sociais. Recentemente, assistimos na mídia a reação pessoal e em grupos, tanto nas ruas, como nos sites de relacionamentos, censurando fortemente a exposição feita por uma emissora de televisão da prática de sexo, ao vivo e em tempo real. Não cabe aqui, neste artigo, entrar no mérito. Mas, uma coisa é certa, a sociedade censurou a cena e clama por limites nas baixarias em alguns programas da televisão brasileira. Houve exagero, isso ficou bem claro. A sociedade reconhece a evolução da liberdade, mas clama por limites. Pois é, do mesmo modo, eu reconheço a importância e a beleza da atividade sexual; do respeito a quem resolveu ter uma vida diferente; da abertura de aceitar a opção sexual feita por quem sentiu a necessidade de assim fazê-lo; do tratamento respeitoso que a lei e os tribunais dispensam às opções sexuais. Tudo isso é muito belo. Por entender e pensar assim, não aceito discriminação dessas pessoas e repudio totalmente qualquer ato de violência contra elas, qualquer que seja a justificativa, pois reflete presença de ódio e rejeição, o que não devemos aceitar, por hipótese nenhuma. Contudo, uma coisa me inquieta. Trata-se do outro lado da moeda. Consiste na forma, subliminar e bem articulada, de supervalorizar quem fez uma opção sexual. Passou a ter status de autenticidade e de coragem, o que não deixa de ser, pois assumiu o que no seu interior clamava, mesmo enfrentando as adversidades de quem discordava. Todavia, os aplausos, o status de um ser superior e, às vezes, até o seu endeusamento, denotam em desconsideração aos que não tiverem necessidade de fazer opção por outra sexualidade, por estarem extremamente satisfeitos com a sua forma de viver. Nós, que optamos em continuar sendo o que somos, não aceitamos ser considerados “subprodutos”. Nós somos também corajosos e autênticos. Temos, também, o nosso valor. Merecemos, também, todo o respeito, consideração e admiração. Não nos inibam de continuar como somos. Não nos constranjam e nem nos diminuam. Somos heterossexuais por natureza e gostamos de ser assim. Que se respeite àqueles que fizeram opção sexual, tudo bem. Mas, pelo amor de Deus, não me tirem o meu prazeroso direito de ser homem heterossexual. Tenho orgulho de ser esse tipo de homem. E sou muito feliz assim. Não tenho nenhuma necessidade de fazer opção sexual. A minha sexualidade está correta e perfeita. Aceito igualdade de tratamento entre os que fizeram opção e os que não tiveram necessidade de fazê-lo. Mas, não aceito superioridade daqueles sobre estes. Se não dermos um basta na tendência e na insinuação mencionadas, já, já estará instalada entre nós a heterofobia.  

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Quando o engraçado é prejudicial

Rir é bom. O humor suaviza e embeleza a vida. O brasileiro é engraçado, o cearense mais ainda. Isso nos torna feliz e nos faz um povo alegre. Aula sem humor não dá; relacionamento sem alegria, nem pensar. Porém, levado ao exagero, o feito é inverso. O sábio Salomão escreveu, e a boa educação está a indicar, que há momento para tudo sobre a face da terra, dentre eles, o de rir e o de chorar. Esse comentário vem a propósito de certas posturas de pais e educadores, que diante de um ato delicado e perigoso, em vez de utilizarem a correção, preferem a cômoda posição de achar engraçado. Um exemplo típico desse procedimento ocorreu com os jovens que queimaram um índio, quando este se encontrava deitado em um banco de rua em Brasília. Eles disseram que não queriam matá-lo, mas apenas se divertirem. Ou seja, eles achavam engraçado ver um índio sair correndo com fogo em sua roupa. Com certa segurança, podemos afirmar que esses jovens, na época em que eram crianças ou adolescentes, foram “prestigiados” pelos pais, familiares e amigos no momento em que praticavam alguma “brincadeira” perversa. Esse achar engraçado significou para os jovens uma aprovação tácita e serviu como incentivo para outras práticas semelhantes. Esse tipo de “brincadeira”, com certeza, não teve início apenas quando praticaram com o índio. Por certo, foi iniciada de forma mais simples, com um pequeno pássaro, um indefeso animal, ou mesmo com um desprestigiado empregado doméstico. Daí para um índio o passo é pequeno. Ainda bem que nem todos os pais e educadores agem assim. Recentemente, uma criança gritava impedindo a sua babá de entrar na piscina para se divertir. Diante desse gesto grosseiro, a babá ficou tímida, com receio de entrar. Os que estavam assistindo, acharam a cena engraçada, por se tratar de uma criança que, apesar de ser muito pequena, já tinha tanta “moral” e autoridade. A mãe, porém, teve um olhar diferente. Na sua sensibilidade deu para perceber que algo tinha de ser feito, pois o momento era sério e oferecia uma fantástica oportunidade pedagógica. Não se intimidou com o “engraçado” e nem censurou os que riam da cena. Apenas, calmamente, se aproximou da criança e repreendeu o seu gesto. Esclareceu e orientou que ninguém tem o direito de tratar as pessoas dessa forma. A criança ficou calma, entendeu a mensagem, aprendeu a lição e aceitou a babá participar das brincadeiras. Ambos continuaram felizes, brincando na piscina. Cuidado gente com o engraçado. Por traz dele pode estar uma semente de maldade ou de arrogância.    

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

sábado, 14 de abril de 2012

Viver as perguntas

Toda vez que me deparo com algo muito significativo, gera em mim, automaticamente, uma vontade enorme de reproduzir e divulgar, para o mundo inteiro, aquilo que me deparei. Pode ser uma cena do cotidiano, uma foto expressiva, uma palavra que escuto ou um texto que leio. É com base nesse sentimento que produzo os meus artigos. E é por esta razão que mantenho o costume de, sempre que possível, dar espaço neste blog para postar textos que considerei bastante significativos. É o caso do artigo que reproduzo abaixo, publicado, nesta semana, no Jornal O Povo, de autoria da Professora Universitária, Ana Valeska Maia, com o título


VIVER AS PERGUNTAS


“Talvez depois, aos poucos, sem que o perceba, num dia longínquo, consiga viver as respostas”, escreveu Rainer Maria Rilke em uma das cartas direcionadas a Franz Xaver Kappus, o jovem poeta. Após a leitura das cartas de Rilke, fiquei refletindo um bocado, recordando alguns momentos em sala de aula, quando foram lançadas perguntas aos estudantes. A reação comum consiste em querer apressadamente encontrar as respostas adequadas. “Calma, a resposta certa só chega quando você viveu intensamente a inquietação da pergunta”, costumo dizer. 

Viver as perguntas. Tarefa difícil em um mundo com tantas fórmulas de sucesso e felicidade. Ser feliz ultimamente parece ser uma obrigação e ficar triste uma ruína. “Por que deseja excluir de sua vida toda e qualquer inquietação, dor e melancolia, quando não sabe como tais circunstâncias trabalham no seu aperfeiçoamento?”, argumenta Rilke. 

Tenho observado como o barrar a angústia com medicamentos está na moda, para a alegria da indústria farmacêutica. Claro que existem muitos casos em que os remédios são necessários. No entanto, existem nítidos abusos no uso de medicamentos. Outro ponto de inquietação reside em observar pela cidade tantos anúncios de cursos que prometem transformar a vida da pessoa, com programas e ferramentas para “quem quer investir em si mesmo e mudar de vida”. Às vezes prometem fazer a grande transformação em um final de semana. 

Costumo desconfiar dos modismos com fórmulas fáceis. 

Afinal, viver é difícil. Somos mistério profundo porque somos o que lembramos e, sobretudo, somos o que esquecemos. Herdeiros do que não sabemos, do que não temos controle, aprendendo todos os dias a harmonizar o mundo de fora e o mundo de dentro. O mistério do caminho de cada um está também na essência da poesia incrustada nas perguntas, por isso é tão precioso vivê-las, olhando para dentro de si à procura das respostas verdadeiras. Essa tarefa nenhum outro pode realizar. Cabe, definitivamente, a cada um.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Expectativas sobre Fortaleza

A nossa querida cidade, a lindíssima Fortaleza, completa agora, no dia 13 de abril, os seus 286 anos de existência na condição de cidade. Os eventos comemorativos acontecem de múltiplas formas. Dentre elas, o Jornal O Povo resolveu dedicar, durante toda a semana, um grande espaço para curtir Fortaleza sobre os mais variados aspectos. Especificamente no dia 8, publicou, através de enquete, a opinião de profissionais, previamente escolhidos, sobre

                           Como você vê a Cidade no futuro?
Eu fui um deles e expus a opinião a seguir. Por favor, leia com carinho e faça o que puder, ok? Agradeço de coração.

Tenho duas expectativas. Uma encantadora e outra preocupante. O encanto, porque vislumbro que estará cada vez mais linda e o seu povo mais hospitaleiro e batalhador. O formato da nossa cidade, o seu entorno pelo litoral, as grandes avenidas, os prédios, as casas, os condomínios; o nosso verde, o sorriso de seu povo, a lindeza de nossa gente, a índole pacífica e humana, tudo isso garante que seremos sempre encantadores. O preocupante é a falta de planejamento por parte de nossos últimos administradores. Omissão muito prejudicial e que não é histórica, pois Fortaleza nasceu e deu seus primeiros passos e os passos seguintes de forma organizada, planejada. Expectativa só vale à pena quando gera atitude. Por isso, eu, nascido e criado nessa terrinha, me proponho a sensibilizar a comunidade para pressionar os nossos líderes pela celeridade no planejamento e clamar a nossa gente que não se descaracterize e permaneça sendo esse povo lindo por natureza.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com