Boas vindas

O objetivo principal deste blog é edificar vidas.

Os artigos e informações aqui contidas visam tão somente tornar as pessoas mais conscientes de si; seguras na busca do entendimento sobre o mundo, os fatos, as pessoas; acreditem mais na construção de um mundo melhor e na beleza da criatura humana. Bom proveito !

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domingo, 25 de dezembro de 2011

Em meio ao Natal, um fato animador.

Encontrei esse fato animador, lendo uma entrevista feita com vários homens que anualmente trabalham como Papai Noel. Entre tantas outras coisas boas da entrevista, destaco a dita por essas pessoas que viveram muitos dezembros como ator do personagem imaginário Papai Noel, portanto tiveram muitos contatos com os mais variados tipos de crianças. Ao serem indagados sobre quais os presentes mais solicitados, eles responderam que “as crianças deixaram de pedir brinquedos para solicitar o fim da violência ou até livros e cadernos para aprender a ler”. Esta constatação é extremamente animadora, pois revela que realmente estamos vivendo um novo tempo. Esses “novos pedidos” a Papai Noel são de algo pouco ou nunca lembrado por crianças: violência e educação. Um, é de ordem social, demonstra uma preocupação com a vida de todos. Outro, pertence ao campo individual, preocupando-se com a própria formação, o que não deixa de ser também de interesse de toda a sociedade. Analisando as causas dessa salutar mudança, detectei várias, mas duas delas desejo ressaltar. Uma causa é a nova concepção de vida dos pais, da família. Estamos entendendo e ensinando aos nossos filhos o que realmente faz sentido na vida; a importância de se preocupar com o bem estar de todas as pessoas; o valor do estudo, do aprender para ser feliz e bem sucedido, pessoal e profissionalmente. É notório que estar surgindo uma nova família, e que verdadeiramente a família está em alta. Acredite nisso! Ou você pensa que essa inicial mudança de pedir menos violência e mais estudo caiu do céu? Não, o que caiu do céu foi a mudança de valores que brota agora nos corações dos pais. A outra causa dessa mudança, encontro nas escolas, igrejas e em toda a sociedade. Temos amadurecido muito. Os valores que havíamos aprendido, os quais foram tremendamente bombardeados pelas gerações anteriores têm recebido, a cada ano, um maior número de pessoas, que se levantam em sua defesa e contra atacam os argumentos destruidores desse valor. Posso incluir aqui, sem medo de errar, que até a televisão brasileira mudou de postura e, vendo que a sociedade mudou, vem abordando, em suas produções, temas antes não lembrados, tais como, honestidade, transparência, respeito, estudo, família, vencer por mérito e tantos outros. Passe, pois, um Natal bem feliz, agradecendo ao Aniversariante as mudanças que estamos vivenciando no nosso querido Brasil.



José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

sábado, 24 de dezembro de 2011

Prece do novo

Gosto muito de curtir bem as emoções do Natal. Leio todas as mensagens que tomo conhecimento, quer seja em cartões que recebo, em anúncios comerciais e institucionais, em faixas ou cartazes expostas em escolas e prédios. Alguns são meros chavões. Estes servem apenas para lembrar o que já vi antes, mas de qualquer forma têm o seu valor. Outros, porém, provocam grandes reflexões e, em sua maioria, trazem um novo ânimo. É o caso do que abaixo transcrevo, com o título acima, “Prece do Novo”. Li e me encantei, daí porque divido com você. Trata-se de um presente, em forma de mensagens, dado pelo O Povo aos seus leitores e assinantes. Fez-me recordar o tempo bom de convivência humana. Foi escrita pela Jornalista Ana Mary C. Cavalcante, que aqui destaco, parabenizo e agradeço. Foi publicado, com espaço na folha que envolve o jornal do dia 24. Desejo boa leitura e que você tenha um feliz e abençoado Natal. Eis o texto.
                  “O homem tem acreditado menos. Tem perdido a imaginação da infância sobre anjos e céu, tem desistido mais cedo do amor, tem negado mais o perdão. Mas não é culpa do tempo, que parece envelhecer o homem. É porque o homem tem buscado mais explicação do que sentimento. Tem buscado fora de si o que é próprio do ser.
                  O homem tem aprisionado a esperança na palavra. Tem questionado a própria fé. Tem desaprendido o abraço e se desacostumado da gentileza. E, antes que o homem se perca nesse desmundo, é urgente tomar o homem pela mão. A união é o sonho mais sonhado pelo tempo.
                  Que se somem as diferenças, em 2012, para que a humanidade se torne maior. Que se aproxime mais do que se tema. Que se façam as pazes com o próximo e com o mais distante. Que se façam as pazes com o acreditar. E que se juntem as crenças. Que os direitos não sejam luta, mas paz. E que o respeito enriqueça os aprendizados.
                  Que o amor, esquecido pelo não dizer, atrofiado pelo não manifestar, volte a existir. Como mandamento, ou como poesia, e principalmente como vida real. E que o amor seja mais forte do que a guerra. Ainda que seja outra vez uma utopia, mas que seja. Porque, como reconhece o escritor Vinicius de Moraes, para isso fomos feitos: para a esperança no milagre."



José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Comenda Educador

É meu lema pessoal e o objetivo deste blog divulgar coisas boas que edifiquem às pessoas e à sociedade.
Nesse raciocínio, estou compartilhando com vocês a alegria que tive em ser distinguido com a Comenda Educador, cujo patrono é o inesquecível educador Edilson Brasil Soares, fundador do Colégio 7 de Setembro.

A matéria abaixo foi publicada no jornal O POVO do dia 18/12 e no Diário do Nordeste no dia 20/12.

Assim, a minha responsabilidade como educador aumenta e procurarei cumpri-la da melhor forma possível.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com




quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

A prioridade de Romário


Até o ano de 1988, não conhecia a vida de Romário. Para ser sincero, não sabia nem do seu futebol. A primeira vez que o vi, foi exatamente em uma entrevista na televisão, que não durou mais do que alguns segundos. Na época, fiquei extremamente impressionado com suas declarações. Passei a admirá-lo profundamente. Isso porque, no Brasil, o que presenciávamos,   era um desfile interminável de vedetes, onde as pessoas só pensavam em aparecer e vencer sozinhas o seu obstáculo, dando prioridade ao seu interesse. Era forte na sociedade a prevalência do “tirar proveito em tudo”. Pois, foi exatamente no futebol, que surge um homem coberto de honraria pelo que tem feito em campo e com todo o equilíbrio e simplicidade afirma que o sucesso dele no jogo não era o mais importante. Importante era o êxito da seleção nas Olimpíadas. A prioridade dele era a vitória da equipe, o resultado favorável ao grupo, a medalha para o Brasil e não o seu destaque pessoal.
Aconteceu quando eu estava passando rapidamente pelo televisor e tive a atenção voltada para a entrevista que acontecia com esse moço, chamado de Romário. Era um dos atletas da Seleção Brasileira de Futebol e novo ídolo do Brasil. Já tinha a fama de goleador. Era participante das Olimpíadas de Seul, jovem, muito moço, com aparente tranqüilidade e demonstrava ser desprovido de qualquer vaidade ou pedantismo, bem próprio dos que despontam no futebol brasileiro. O que me chamou a atenção na entrevista, e desejo destacar, foi a resposta dada à seguinte pergunta: “como é, Romário, já fez 02 gols contra Nigéria; atualmente o artilheiro das Olimpíadas, quantos gols deseja fazer contra Austrália?” Pelo que Romário, olhando para os lados e para cima e com a mão pegando nos cabelos respondeu: “Primeiramente o que me interessa é a vitória da equipe, para que a seleção brasileira possa conquistar a importante medalha de ouro. E depois, secundariamente tentarei fazer gols para, se possível, manter a artilharia e ser realmente o artilheiro de Séul”. E no dia seguinte, o Brasil venceu a Austrália por 3xO e Romário fez 3 gols.
Fiquei imaginando o efeito dessa declaração nas emoções dos milhares de jovens e adolescentes que, vidrados nesse mais recente ídolo, assimilavam o novo conceito de vida tão ausente nos brasileiros: “a prioridade do bem comum”. Essa maneira de ser do nosso Romário era bem diferente daqueles atletas da Seleção de Futebol de 1982 e da Seleção de Vôlei de 1987 e de tantas outras seleções onde prevaleciam os interesses pessoais e não da equipe. Acredito que é de homens como Romário que o Brasil necessitava para vencer suas dificuldades e sair bem de qualquer disputa, contra quem quer que seja.
A fama de Romário seguiu de ano a ano, até que atingiu os mil gols e, devagar, foi deixando o futebol. Saiu do mundo esportivo e enveredou para vida pública, quando em 2010 foi eleito Deputado Federal, com votação magnífica. Como na política brasileira, está faltando homens que visem mais o bem comum do que seus próprios interesses, eis que surge Romário noutro campo, não mais de futebol, mas de destino da política brasileira. Está faltando, e muito, políticos que tenham a mesma concepção de vida de Romário, fazendo parte de uma equipe de trabalho, que dê prioridade aos problemas nacionais e busquem uma forma inteligente de solucionar cada um deles. Esses problemas são complexos e são muitos. É preciso trabalhar com dedicação e afinco. E o Romário está procedendo exatamente assim. Ele não falta as sessões, atua com seriedade e responsabilidade e adotou uma grande causa: valorização das crianças especiais, apoiando todo e qualquer movimento que venha aumentar os cuidados com elas.
Sempre que vejo algo precioso no proceder de celebridade, de imediato procuro dar destaque, pois sou consciente que sua atitude tem enorme influência na vida de muitos brasileiros. E Romário ao manter a visão que tinha como atleta e, coerentemente, transportar para a nova seleção que ele agora faz parte, o Congresso Nacional, merece ser enaltecido, pois continua sendo um exemplo, dando prioridade ao trabalho em conjunto e para o bem comum. Acredito que durante sua trajetória de vida ele deve ter praticado muitas coisas que não devia. Mas, uma coisa é certa, e aqui desejo destacar, continua sendo um homem com uma visão de estadista, que não deixa de fitar o olhar para o bem comum.


José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

PACTO - O melhor jeito de ser família


Dezembro é um mês ótimo para reflexões. Nessa época estamos mais sensíveis. Os fatos mais significativos da nossa existência vêm à tona. A verdade surge naturalmente. É hora de ser sincero, não adianta esconder os questionamentos; é hora de tomar decisões, não adianta fugir delas. É, também, a hora de fazer uma retrospectiva, confirmando ou alterando o modo como vínhamos conduzindo a vida. Essa reflexão permeia por todos os ângulos, invadindo os mais diversos campos de nossa existência: do profissional ao financeiro; do familiar ao afetivo; do espiritual ao corporal; relacional ao político; do lazer ao exercício da cidadania, e mais tantos outros. Dentre eles, quero destacar A FAMÍLIA!
O meu artigo terá por base o título acima: “PACTO - O MELHOR JEITO DE SER FAMÍLIA”. Essa afirmação não é minha. Vi em uma camisa. Comprei-a e uso-a, como sendo uma forma de endossar e divulgar a beleza dela. Trata-se de uma expressão utilizada pela Igreja Batista Candeias, cujo dirigente é o Pr. Hildebrando, nos cultos realizados das manhãs do primeiro domingo de cada mês, dirigidos pelo Pr. Airton, visando edificação da família. No meu entender, pacto aqui é no sentido mais amplo, ou seja, não se restringe apenas ao casal, embora nele seja de vital importância. Envolve todos os demais membros da família, a iniciar pelos filhos, indo até aos parentes mais próximos. Sim, porque família não é só o núcleo. Ela recebe influência de muitos outros fatores, daí porque, para ser feliz e saudável, depende também do relacionamento com os demais familiares. Até certo ponto não somos dependentes e nem independentes dessas pessoas, mas somos, com certeza, interdependentes. A genética aí está para confirmar esse eterno vínculo; a formação que tivemos desde o berço, também perdura, influenciando sempre; o solo e o ambiente que fomos criados ditam, e muito, a nossa maneira de ser. Assim, o melhor jeito de ser família é manter os mais diversos pactos. Primeiro, com Deus, procurando seguir a Sua orientação e honrando-O sobre todas as coisas. Depois, consigo próprio, de cuidar bem de si, do corpo, sonhos, emoções e projetos pessoais. Pacto com aquele ou aquela que você escolheu para amar e realizar o sonho de constituir uma família feliz; com quem pactuou ser leal e amigo; prometeu consideração, carinho e prazer. Se, por qualquer que seja o motivo, você não conta mais com essa pessoa, siga em frente, investindo mais, muito mais mesmo, em si, até encontrar ou não a pessoa certa para formar novamente um casal. Saiba que, pelo fato de não existir mais um casal, em nada a sua família diminui de valor, pois o que vale muito é ser feliz na nova constituição da família. Não é justo sofrer ou continuar sofrendo por algo que não deu certo. Pacto, também, com seus pais e com os pais dela ou dele, de respeito e compreensão, para administrar bem as diferenças. Pacto com os filhos, de ouvi-los, entendê-los, amá-los e orientá-los. Com seus irmãos e os dela, reconhecendo que eles fizeram e fazem parte da família de origem. Pacto de amor e consideração com os avós, sobrinhos e primos seus e dele ou dela. Como se percebe, para constituir e manter uma família ajustada, resistente às intempéries da vida, feliz e abençoada, a palavra chave é PACTO! Principalmente, pacto de amor consigo e com os demais.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

sábado, 10 de dezembro de 2011

Uma pessoa especial


Todos nós temos admiração por alguém, porque neste ou em algum lugar, em determinado tempo, procedeu de modo tal que passamos a admirá-lo. Esta pessoa passou a ser alguém especial para nós. São as admirações da vida. Às vezes, nem conhecemos tal pessoa, mas o seu gesto nos causa admiração; nem presenciamos a sua atitude, mas, ao tomarmos conhecimento desta, percebemos a sua dignidade; todos se admiram do gesto honroso, mas às vezes só nós percebemos a nobreza da ação.
Recentemente me deparei com uma pessoa que agiu de maneira tão compreensiva que para mim ela se tornou uma pessoa especial. Trata-se de um motorista de táxi. A sua aparência era de um homem sofrido, pois as marcas do trabalho já se revelavam no seu semblante. Possuía aparência de homem pobre. Seu trabalho era dirigir um carro com aspecto de que precisava de reparos. Era exatamente nesse veículo, como motorista de táxi, que ganhava  o pão. Conheci-o perto do Palácio da Abolição. Precisava eu de um táxi e o vi se aproximando. Pedi-lhe para parar e disse que desejava ir em direção contrária ao que ele ia. Olhou para os lados e fez uma curva ali mesmo, não percebendo, porém, que vinha uma camioneta  4x4 com uma certa pressa. Isto aborreceu o motorista desse carro de luxo, que reagiu, diminuindo a marcha do carro, baixando o vidro e gritando a famosa frase: “F... da P...!”. Fiquei em silêncio e ele disse um pouco nervoso: “tem razão, tem razão... eu realmente fui um F... da P...”.  Continuei calado e ele repetiu: “Eu errei e quando eu erro não discuto, aceito as conseqüências do erro. O motorista do carro de luxo me chamou de F... da P... e tem razão. Apenas não fiz de propósito, apesar de saber que este lugar não é para fazer curva”. Pensei comigo mesmo: Quantas brigas na rua por causa de desentendimento e este humilde homem age de uma maneira tão pacífica! Então disse para ele: “Muito bonito o seu gesto. Se todos agissem assim ,a violência urbana seria bem menor” . Dei-lhe os parabéns e sugeri que agisse sempre desse modo, pois assim procedendo, além de evitar confusões, serve de exemplo para outras pessoas também agirem com prudência diante de erros seus ou de outros.
Para mim este motorista de táxi passou a ser uma pessoa especial. No meu modo de entender o feito dele é digno de uma medalha de ouro, de um prêmio Nobel ou DE COLOCÁ-LO NO “PODIUM” DO GRANDE PRÊMIO DE FÓRMULA ÚNICA DE FAZER REINAR A PAZ ENTRE OS HOMENS. Não se trata de um exagero meu. Realmente fiquei admirado de tanta nobreza em um simples motorista de táxi. Lembrei-me de certa ocasião, ocorrida há alguns anos, quando um homem de muitas posses vinha em sua “cabine dupla”, em plena Avenida Beira Mar e outro carro atrapalhou a sua intenção de mudar de faixa. Ele reagiu com tanta violência que causou pânico em muitos pais que por ali passavam com seus filhos. A violência consistiu em puxar uma arma, querendo de qualquer modo procurar o motorista do outro veículo para matá-lo. Ainda bem que o engarrafamento do trânsito não o permitiu. Comparando os dois gestos e vendo a necessidade de uma maior paz social, claro que a atitude do motorista de táxi me serviu de lenitivo para suavizar a dor das decepções causadas pelas reações dos dois homens “rico” já citados. Serviu também, como forte dosagem de fé no homem e na sociedade. Eis porque, para mim, este motorista é uma pessoa especial e para ele fica aqui a minha homenagem.
Esse registro só atingirá o seu objetivo maior, se você, que agora dele tomou conhecimento, passar a agir, sempre que for necessário, igual ao motorista, aliás, ao BOM CIDADÃO MOTORISTA DE TAXI, compreendendo as pessoas e suavizando os atritos provocados pelo corre- corre da vida que , quase obrigatoriamente, levamos nos dias de hoje.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Natal que nunca tivemos


O natal no seu aspecto religioso é universal. Quase todos os povos comemoram. É indiscutível o seu maior sentido: o de comemorar o nascimento de Cristo, o Salvador dos homens. Devia ser visto sempre pelo aspecto religioso, por ser o mais sublime e, acima de tudo, divino. Porém, os homens deram vários sentidos ao evento, chegando até mesmo a fugir do seu significado original. Acredito que boa parte dos cristãos comemora o Natal sem atentar para o seu verdadeiro sentido.
                  Fugindo do seu aspecto religioso, o Natal tem sido comemorado com festa e troca de presentes. E, nesse particular, ele deixou de ser de todos para ser de alguns, negando a universalidade da dádiva divina e particularizando o Natal. É, assim, bom para alguns e péssimo para outros.
Estamos no rol daqueles para quem o Natal sempre foi bom. Nunca nos faltaram presentes, muita comida, roupa nova e a presença dos amigos e familiares. Nada temos a reclamar do Natal, principalmente no seu aspecto festivo. Sempre comemoramos com fartura o nascimento de Jesus Cristo, embora nem sempre no seu verdadeiro sentido. Podemos dizer que por ambos os aspectos do Natal nada temos a lamentar.
Porém, nesse momento seria bom imaginarmos o natal que nunca tivemos, mas que acontece, repetidas vezes, na vida de muitas pessoas. Trata-se do natal com fome, doença, pobreza, enquanto que num verdadeiro contraste os outdoors, jornais, revistas, rádio, televisão e internet retratam um natal farto. E essa diferença de nível do natal torna ainda maior a desarmonia e agrava ainda mais o problema de quem não pode comemorá-lo dignamente. Torna-se, atécerto ponto, um verdadeiro assédio moral, um bulling, em pleno Natal. Assim, com a permissão de todos e em meio a tanta fartura, devemos parar um pouco, homenagear aqueles que nada têm, e reconhecer que, apesar de também termos os nossos problemas e dificuldades, é importante que agora as esqueçamos. É momento de nos lembrarmos daqueles que passam necessidades, ao ponto de não terem alegria, presentes, fartura, nem mesmo no Natal, e ainda são obrigados a assistirem calados os apelos natalinos.
Nunca tivemos fome por falta de comida e nunca deixamos de ser lembrados do natal. Não sabemos o que é a dor da fome e nem o desgosto de nunca sermos lembrados no Natal. Nunca tivemos um natal sem presente, sem comida e sem amigos. Esse é o natal que nunca tivemos. E para sermos sinceros, nunca gostaríamos de ter. A única coisa que almejamos é que no natal e durante todos os dias do ano, nunca nos esqueçamos daqueles que têm um natal que nunca tivemos. E que Deus nos dê força e visão suficientes para fazermos algo por aqueles que têm tanta privação e dificuldade.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

O recall em educação

É bastante comum, ver-se na mídia, avisos da indústria automobilística, informando falha na fabricação de determinado veículo e convocando os proprietários para o comparecimento em qualquer de suas concessionárias, a fim de corrigir a falha detectada. Do detectar ao corrigir, tudo é feito com coragem e muita precisão. Embora desgaste um pouco a imagem da empresa, pelo fato do proprietário ter de ir à concessionária, não deixa de ser percebido: o zelo ao detectar; a humildade em anunciar; o empenho nas providências tomadas. Comparando esse procedimento com a educação, constatamos: 1) a família e a escola, também cometem falhas no processo de formação do filho-aluno; 2) para detectar falhas é exigido zelo, percepção e esforço; 3) assumir as falhas, requer humildade; 4) o esconder só traz prejuízos); 5) anunciar às pessoas envolvidas, é de fundamental importância; 6) o definir e tomar providências, faz obter bons resultados; 7) trabalhar em conjunto, família e escola, torna a ação mais prazerosa. É urgente, urgentíssimo, o trabalho simultâneo e harmonioso entre família e escola, pois as falhas em educação são muitas: notas baixas, falta de compromisso, desrespeito, preguiça, ausência de limites, indisciplina, agressividade, mentira, fraude, ciúmes, insegurança, medo, angústia, insatisfação, pouca leitura, má distribuição do tempo, em especial, quanto ao sono, estudo, lazer..., brincadeira excessiva, relaxamento, gastos desnecessários e alimentação precária. É de urgência absoluta a prática do recall em educação, pois, embora não tenha a mesma precisão da indústria automobilística, vez tratar-se de peças, máquinas e não de gente, pessoas, terá a mesma função e finalidade: corrigir falhas, obter sucesso.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
jmcblogger@gmail.com

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Esse é o caminho, andai nele


Podemos resumir as teorias existentes sobre o comportamento humano em duas linhas de raciocínio: ensinar o caminho ou deixar que ele seja descoberto. Apesar de serem extremamente diferentes, via de regra, usamos ambas, alternadamente. Ora estamos a mostrar o caminho, ora a esperar que seja descoberto.  O fato de, no decorrer da nossa existência, utilizarmos as duas, mesmo sendo opostas, denota, aparentemente, uma grande incoerência, ou, então, ficamos devendo uma contundente explicação.
Acredito que muitas vezes se trata de incoerência mesmo. Conscientes ou não, agimos de maneira confusa e isso gera inquietação naquele com quem nos relacionamos, seja quem for: namorado, cônjuge, filho, aluno, colega, parente, colaborador ou cliente. Ele fica literalmente perdido, sem entender a nossa linha de conduta, pois numa situação A, agimos de uma forma, enquanto na situação B, mesmo sendo idêntica, agimos diferentemente. Pensou que nossa ação fosse X e ela foi Y. Essa incoerência pode ser aparente ou autêntica. Aparente porque demonstra incoerência, embora na realidade, muitas vezes, não o seja. A incoerência é autêntica quando na essência foi entendida e se configurou realmente uma atitude bem diferente da assumida noutra ocasião.
Acredito também que quando, às vezes, misturamos em nossas ações a teoria do ENSINA O CAMINHO com a teoria do DEIXA QUE ELE DESCUBRA O CAMINHO ,não é porque somos incoerentes (nem aparentemente nem no real), mas sim porque nos falta convicção para aplicar em determinada situação a teoria A ou B. E nesse particular a criatura humana é muito contundente, não permanece naquilo que não acredita. Age de um modo, porque acredita que ser o melhor ,e muda quando acha que não é mais. Somos, neste particular, mutáveis e até certo ponto devemos dar graças a Deus por isso. Apenas, por outro lado, não devemos mudar apenas por mudar, sem uma análise mais profunda da mudança. Essa falta de análise é um procedimento que leva a uma rotatividade prejudicial, atingindo a si e àqueles com quem nos relacionamos. Daí porque o mudar não pode ser moda, deve resultar de uma análise profunda da situação.
Para adquirirmos convicção interior ao ponto de dizermos para alguém “esse é o caminho, andai nele”, é necessário uma série de experiências, conhecimentos e acima de tudo uma conduta muito exemplar, para que o outro acredite que o caminho realmente é esse. Falta-nos, nesse particular, autoridade de vida. Nossa vida nem sempre dá segurança às pessoas com quem convivemos. Daí porque quando dizemos “esse é o caminho” ninguém segue. A vida que levamos é a nossa autoridade maior. Só quem sabe o que é viver é que pode dizer “esse é o caminho”. Seguir ou não esse caminho é da alçada não de quem mostra, mas de quem escuta. Quem tem autoridade para mostrar o caminho, tem virtude suficiente para não impor o seu segmento, mas espera pacientemente que o outro descubra se é esse mesmo o caminho ou não.
Nos nossos dias, na nossa casa ou mesmo no país, está faltando quem tenha condições de mostrar o caminho. Muitos o estão mostrando, mas sem vivência para tanto. Daí não acreditarmos. É necessário seguir alguém (e pode ser você) que, primeiramente em casa e depois nos demais segmentos sociais, aprenda o caminho e com vivência comprovada possa dizer “esse é o caminho, andai nele.”. E depois deixar livremente que se descubra qual o caminho melhor a seguir.

José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Expectativa dos Pais X Projeto dos Filhos

Dias após a experiência exposta no artigo anterior (clique aqui para ler), assisti uma abordagem, em uma escola de Fortaleza, apresentada pelo Dr. Francisco Cavalcante Vale, médico psiquiatra e analista, abordando o tema Expectativa dos pais X projeto dos filhos. Eis parte das anotações: 1) viver não é fácil e nem simples, a sabedoria está em não complicar; 2) o abandono ou a superproteção pode comprometer a autonomia e auto-estima; 3) a escolha da profissão não é imutável, a mudança pode ser saudável; 4) o processo de escolha deve ser bem elaborado e conjuntamente bem articulado ao projeto de vida; 5) há uma forte influência da mãe sobre a escolha profissional; 6) a influência dos amigos na escolha profissional é pouca, já no desenvolvimento da carreira profissional é grande. Como se percebe, em palestras, artigos, filmes, livros, frases ... coletamos grandes ensinamentos, restando a cada um de nós apenas saber conectar aos fatos do cotidiano, as experiências aprendidas.


José Milton de Cerqueira
Educador e Advogado
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